Francisco sacode esta Igreja, que está enferrujada

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Por: Jonas | 08 Julho 2015

“Ouve (Papa Francisco), sacode esta Igreja que está enferrujada, falamos isto a sério, fechada em seus templos magníficos e cômodos conventos, conservando com paixão ‘os espaços sagrados’, as propriedades, em uma pregação quase ‘esotérica’ em razão da distância da vida diária das pessoas. Falam de ‘família’ e não fazem ideia de quanto custa preparar um prato de sopa, nem da renda do mês. Dão ‘altas lições de amor familiar’, mas são um ‘clube de eleitos’, segregam, assim como os fariseus, os ‘impuros e desencaminhados’ e proclamam um Deus que pouco tem a ver com aquele que anda sem nada e tudo ao mesmo tempo”.

 
Fonte: http://goo.gl/nnySdT  

E ainda: “Você chega a um Equador em crise, um país que há oito anos esteve doente terminal, hoje ainda caminha muito delicado, ainda não pode se valer por si só, as pragas ameaçam o seu corpo estragado pelas misérias acumuladas por séculos. E é preciso dizer aos médicos que o atendam, que compreendam que é preciso levá-lo ao sol, para que faça exercícios, recupere sua força popular, que estão sendo drogadas com receitas tecnocráticas”.

A mensagem é publicada por Religión Digital, 07-07-2015. A tradução é do Cepat.

Eis a mensagem.

Assim como Francisco de Assis pede para fazer, recebemos-lhe com alegria gritando... Que o Senhor te dê a paz!!! Volte à terra latino-americana, irmão, mas você não é mais o Bispo Bergoglio... o jesuíta argentino, boa gente, pobre, intenso em tudo, muito conservador em coisas de moral, grande cozinheiro...

Temos visto (às vezes chorando de alegria), nestes anos, como tem se deixado, mansamente, tocar pelo Espírito, sim, assombrados, emocionados, ouvimos você clamar e acalmar, desafiar e estender pontes, ir a Lampedusa... no mesmo plano de Jesus durante toda a sua vida, irmão fiel dos Anawim... os pobres de Deus.

Tem chamado os poderosos deste mundo à conversão e os humildes à criatividade (sabe? aqui no Equador, desde sempre, os ricos se apropriaram das melhores delícias do mar e as tornaram exclusivas... proibidas. Os simples pescadores e mais simples trabalhadores, trabalhadoras, transformaram o peixe mais desprezado em um guisado tão delicioso que, hoje, é símbolo nacional, sendo disputado entre as “grandes empresas” da “alta cozinha” e o exaltam sem parar... mas se esquecem de que nasceu nas caçarolas de barro e nas latas rachadas dos mais pobres e esquecidos).

A revolução de Deus, que é coisa de operários e lavradores, é o que anda pregando, irmão, com alegria, ternura e mão firme. Lamentamos que este tempo entre nós seja tão curtinho, mas, bom, nós entendemos, que lindo seria se pudesse andar e olhar o que as missionárias e os missionários tecem em seu silêncio, a cada dia, silêncio relativo, pois Jesus grita cada vez mais alto, grita-nos.

Vão lhe mostrar muros e muros, templos e templos, museus e palácios... multidões, enormes multidões. Sabe? Há aqueles que as multidões não assustam, porque são irmãos e irmãs da dor, do cansaço, da fome e da esperança de cada um como um mundo único, sem horário, nem grade... nem “direito canônico”, o tempo todo. Esperamos que Jesus, que oxalá tenha conseguido “um espaço” para poder te ver, consiga fazer um sinal para você no meio da imensa massa.

Sabemos que você o sentirá e “nos dará”, dizendo na fala coloquial do povo de Quito, seu recado de paz e rebeldia. Ouve, sacode esta Igreja que está enferrujada, falamos isto a sério, fechada em seus templos magníficos e cômodos conventos, conservando com paixão “os espaços sagrados”, as propriedades, em uma pregação quase “esotérica” em razão da distância da vida diária das pessoas. Falam de “família” e não fazem ideia de quanto custa preparar um prato de sopa, nem da renda do mês. Dão “altas lições de amor familiar”, mas são um “clube de eleitos”, segregam, assim como os fariseus, os “impuros e desencaminhados” e proclamam um Deus que pouco tem a ver com aquele que anda sem nada e tudo ao mesmo tempo. Um velho missionário dizia com ironia... “antes se clamava: África ou morte... hoje é ao contrário: Toyota ou morte...”.

Que gente está sendo formada em uma Igreja fechada e monetariamente poderosa? Vão lhe dizer que as vocações aumentam, os seminários estão cheios e que tudo vai muito bem, não é certo. O ceticismo atinge profundamente os jovens, a droga é uma praga que parece incontrolável, o individualismo e o “êxito” são os padrões a seguir. E diante disto? Como pode uma Igreja que se dedica a cuidar de museus, exigir que os outros se convertam? Não é que o conforto seja ruim, mas quando é modelo e fim... é mortal. Uma Igreja clerical até a ira, que considera o Povo de Deus como um negócio. Como pode ser fermento do Reino? Que pobreza – não evangélica – a maioria dos bispos exibe hoje: gerentes mais do que pastores, inquisidores mais do que irmãos, banqueiros mais do que missionários. Dói, o “mérito” principal para fazer parte desse grupo “exclusivo” parece ser participar do círculo que rodeia esse obscuro embaixador do Estado vaticano.

Sim, sim, estamos ressaltando fortemente o negativo, há também muitíssimas, inumeráveis coisas boas. No entanto, o agradável sempre encontra um elogio e do outro ninguém quer falar. Sacode a sua Igreja... Bispo de Roma. E, pelo Amor de Deus, leva esse Núncio que é apenas fonte de mil dores.

Você chega a um Equador em crise, um país que há oito anos esteve doente terminal, hoje ainda caminha muito delicado, ainda não pode se valer por si só, as pragas ameaçam o seu corpo estragado pelas misérias acumuladas por séculos. E é preciso dizer aos médicos que o atendam, que compreendam que é preciso levá-lo ao sol, para que faça exercícios, recupere sua força popular, que estão sendo drogadas com receitas tecnocráticas. Que se valha dos braços potentes da organização popular e das pernas das novas gerações, que não são apenas os “porta-bandeiras”, “os exitosos”, “os vencedores”, parece que esses médicos que fazem o tratamento são uns “iluminados” que tudo solucionam a partir dos escritórios e dos manuais.

Aqueles que “curam por correspondência” e possuem um computador no lugar do coração. Há, custa dizer, uma dupla moral em alguns dos mais altos funcionários equatorianos, pois a corrupção está presente e é muito forte. Centenas de milhares de jovens estão sendo segregados sem contar com uma oportunidade séria de se preparar, não apenas nas universidades, mas nos escritórios técnicos que lhes assegurem futuro. Há dívidas impostergáveis na partilha da terra e na defesa da natureza. É um governo sem capacidade de organização popular permanente. Porém, em essência é o melhor que o Equador já teve nos últimos 50 anos.

Por outro lado, estão os responsáveis de sua prostração secular, os que lhe adoeceram até quase matá-lo. Querem voltar ao poder para comê-lo vivo, destino de antropófagos: banqueiros, contrabandistas e latifundiários que ainda exalam um cheiro do “tempo da colônia”, proprietários das universidades mais caras e elitistas, prefeitos fascistas, falsos revolucionários de “esquerda”, caciques indígenas e experimentados “líderes sindicais”. Toda a peste que levou o país até a beira da dissolução em 1999, hoje, retorna sem vergonha, mas eloquentemente levantando bandeiras obscuras.

Estão semeando violência e cizânia entre as pessoas. São cínicos, estão se aproveitando das fissuras deixadas por um governo social-democrata radicalizado, para confundir especialmente os setores médios, que neste período cresceram sustentadamente. Os mesmos que quiseram privatizar até o ar, retornam para nos dar lições. E há alguns, muitos, bispos e padres que almoçam elegantemente em suas mesas. Assim que você tiver ido à Bolívia, irão descarregar uma feroz tormenta sobre esta terra, se for possível, convida-os à ordem e que deixem de ambicionar, em sua soberba, querendo se apropriar da vida que uma vez já destroçaram.

Tome cuidado com a “imprensa livre e independente”, que se colou até no avião no qual você veio, são gente com alma de talão de cheques.

De onde estamos, nós te pedimos que peça ao Amor que nos perdoe pelo pouco que fazemos, pois apesar de sermos também abençoados pela sua brisa, somos réus, irmão, de nossa própria comodidade.

Que Maria peregrina, sempre fiel, sempre revolucionária e “populista”, como dizem os banqueiros, essa que também está anônima nas multidões, te abençoe.

Dá-nos um abraço... Papa... delegado do Amor para proclamar sua alegria.

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