Famílias gays são bem-vindas no Encontro Mundial das Famílias, mas não devem “fazer lobby”, segundo bispo de Filadélfia

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29 Junho 2015

Embora as famílias gays serão bem-vindas num encontro mundial com as famílias na Filadélfia – que contará com a participação do Papa Francisco em setembro –, elas não terão a oportunidade de falar sobre posições contrárias aos ensinamentos da Igreja, disse Dom Charles Chaput.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada pela National Catholic Reporter, 25-06-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Numa coletiva de imprensa no Vaticano, detalhando a organização prévia do Encontro Mundial das Famílias a acontecer entre os dias 22 e 25 de setembro deste ano – o primeiro do gênero a ser realizado nos EUA –, Chaput falou que as famílias homoafetivas devem se sentir livres para se juntar aos 15 mil participantes esperados no encontro.

“Esperamos que todos se sintam bem acolhidos, e com certeza as pessoas que vivenciam a atração pelo mesmo sexo são bem-vindas como qualquer outra pessoa”, disse ele.

Porém, acrescentou o arcebispo, “nós não queremos fornecer uma plataforma no encontro para pessoas fazerem lobby em defesa de posturas contrárias à vida da Igreja”.

Chaput estava respondendo a uma pergunta na coletiva de imprensa a respeito de como o encontro mundial irá acolher famílias gays ou falar sobre questões específicas que elas enfrentam.

O Encontro Mundial das Famílias é um evento trienal que o Pontifício Conselho para a Família tem organizado desde o primeiro encontro em Roma, em 1994. A edição da Filadélfia será a oitava desde então.

Francisco deve estar nos Estados Unidos entre os dias 22 e 27 de setembro, após visitar Cuba. Embora a programação oficial da visita do papa aos EUA ainda esteja para ser informada, autoridades da Arquidiocese da Filadélfia disseram esperar que o papa fale com as famílias no encontro bem como celebre uma missa pública no Parque Benjamin Franklin.

O papa virá à Filadélfia após visitar Washington, DC, onde se reunirá com o presidente Barack Obama e falará a uma sessão conjunta do Congresso, e Nova York, onde discursará às Nações Unidas.

Chaput fez parte de uma delegação que esteve em Roma esta semana, juntamente com o prefeito da Michael Nutter, da Filadélfia, e muitos dos organizadores do encontro mundial. A delegação se reuniu com Francisco brevemente na quarta-feira durante sua audiência geral semanal na Praça de São Pedro.

O arcebispo disse que o encontro já tem cerca de 12 mil inscritos e que atraiu cerca de 6.100 voluntários para ajudar na organização. Disse também que estão sendo oferecidos auxílios para pessoas de várias dioceses dos Estados Unidos e de todas as dioceses do México que não podem pagar para participar.

Na coletiva de imprensa, Dom John McIntyre, bispo auxiliar da Arquidiocese da Filadélfia, também abordou a questão das famílias homoafetivas presentes no encontro mundial, dizendo que o evento vai contar com uma palestra de um homem gay chamado Ron Belgau, que optou por permanecer celibatário.

Belgau vai falar sobre como chegou a uma resolução com a sua orientação sexual e a maneira como abraçou o ensinamento de Cristo e da Igreja nesse processo”, disse McIntyre.

O bispo auxiliar disse que Belgau, que faz parte do grupo de católicos homossexuais celibatários chamado Spiritual Friendship, falará no evento junto de sua mãe.

Entre outros oradores que deverão palestrar no encontro estão: os cardeais Luis Antonio Tagle, Robert Sarah, Sean O’Malley e Peter Turkson; o sacerdote diocesano de Chicago e autor popular Pe. Robert Barron; e a professora de direito Helen Alvaré, da George Mason University.

Dom Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a Família, disse na coletiva que Francisco planeja fazer um gesto especial no final de sua visita à Filadélfia distribuindo cópias do Evangelho de Lucas a cinco famílias de todo o mundo.

“É um gesto simbólico que vai anunciar o envio de um milhão de cópias deste livro para as cinco cidades envolvidas”, disse ele. “Queremos que o evangelho da misericórdia seja anunciado nas grandes cidades do mundo, especialmente nas localidades mais pobres e periféricas”.

As cinco cidades escolhidas são: Kinshasa, na República Democrática do Congo; Havana, em Cuba; Hanói, no Vietnã; Sydney; e Marselha, na França.

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