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23 Fevereiro 2015

A declaração pré-eleitoral da Igreja da Inglaterra marca a chegada de uma doutrina social oficial anglicana, que é totalmente congruente e, e em grande parte inspirada, nas encíclicas papais como a Caritas in Veritate de 2009. A dignidade humana e o bem comum estão na sua essência; a solidariedade e a subsidiariedade estão no ar que ela respira.

A opinião é dos editores do jornal católico britânico The Tablet, 19-02-2015. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Eis o texto.

Os bispos da Igreja da Inglaterra [Anglicana] estão totalmente certos ao dizer que a campanha das eleições gerais deste ano não tem qualquer sentido de visão de futuro para a Grã-Bretanha. Sua declaração pré-eleitoral, intitulada "Quem é o meu próximo?", expõe a falência moral da política moderna e implora por algo melhor e mais nobre, para inverter a tendência de cinismo e de individualismo egoísta, e para restaurar um sentido de compromisso, de comunidade e de serviço público.

Pelo menos do lado conservador, a sua intervenção não foi bem recebida. É impressionante como as observações que pareceriam banais há 30 anos são agora consideradas como provocantes. Mas uma coisa é muito diferente do que a Igreja estatal dizia na década de 1980. Naquela época, sua doutrina social era em grande parte derivada do arcebispo William Temple, um arquiteto do consenso do pós-guerra, embora ele não tenha vivido para vê-lo.

A declaração "Quem é o meu próximo?", por outro lado, está infundida com ideias originárias da Doutrina Social da Igreja Católica. Esse documento marca a chegada de uma doutrina social oficial anglicana, que é totalmente congruente e, e em grande parte inspirada, nas encíclicas papais como a Caritas in Veritate de 2009. A dignidade humana e o bem comum estão na sua essência; a solidariedade e a subsidiariedade estão no ar que ele respira.

Por exemplo: "Quem é meu próximo?" toma dois momentos críticos da história política recente como a vitória eleitoral de Clement Attlee, em 1945, e de Margaret Thatcher, em 1979. O primeiro representava a ideia de que a intervenção do Estado era o que poderia trazer a salvação nacional; o segundo, a ideia de que a salvação estava nas forças de livre mercado. Nenhuma das duas ideias funcionaram.

Os bispos observam que estamos começando a nos assemelhar à Grã-Bretanha deplorada por Disraeli, líder conservador vitoriano: "Duas nações entre as quais não há trato nem simpatia; que são tão ignorantes dos hábitos, pensamentos e sentimentos de cada uma, como se fossem moradoras de zonas diferentes ou habitantes de planetas diferentes. Os ricos e os pobres". Não é de surpreender que os "Tories" [conservadores] estão desconfortáveis ​​com a mensagem dos bispos.

Essa escolha binária entre Estado e mercado é falsa, dizem os bispos, porque deixa de fora a sociedade civil, que é onde as comunidades se tornam mais humanas e os indivíduos mais virtuosos. Ou, como afirma a Caritas in Veritate, "O binômio exclusivo mercado-Estado corrói a sociabilidade (...)". Todas essas ideias são agora parte de um novo e abrangente consenso cristão.

Este é de fato um momento importante, pelo menos tão importante como a publicação do documento "O Bem Comum", dos bispos católicos, em 1996. Um texto de pouco mais de 11 mil palavras não consegue colocar todos os pontos nos "is" e traçar todos os "t's" e necessariamente é leve em termos de política. Mas as políticas decorrem da visão: elas não as criam. E os princípios de uma sociedade boa, justa e correta que o texto estabelece são, eles próprios, essa visão.

Esse é o ponto onde o documento é mais uma crítica devastadora da abordagem do Partido Trabalhista para a eleição. Ela deve ter sido feita em oposição ao que os bispos anglicanos pediram agora. Ela parece ter esquecido, como fala na Bíblia (Provérbios 29, 18): "Onde não há visão, o povo perece".

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