A Igreja Ortodoxa da Ucrânia contra o patriarca Filarete: pediu a Kiev para continuar a guerra

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20 Fevereiro 2015

Os representantes da Igreja ortodoxa ucraniana do Patriarcado de Moscou (Ioc-Mp) se dizem “preocupados” pelas exigências feitas pelo chefe do Patriarcado ortodoxo de Kiev (Uoc-Kp), Filarete, de que seja continuada a guerra em Donbass. Segundo quanto foi denunciado pelo serviço de imprensa da Uoc-Mp à agência Ria Novosti, Filarete – na chefia de uma das três comunidades ortodoxas presentes na Ucrânia, mas não reconhecida canonicamente – fez o apelo ao presidente Petro Poroshenko, para que continue a guerra no Leste separatista, enquanto “defender a pátria” é um “dever para todo cristão”. O líder da Uoc-Kp estava entre os participantes, aos 17 de fevereiro, à reunião do Conselho ucraniano das Igrejas com Poroshenko, o primeiro desde quando o oligarca do chocolate foi eleito em maio como chefe de Estado.

A reportagem é de Nina Achmatova, publicada por AsiaNews, 19-02-2015.

“Os sacerdotes cristãos, mesmo nas situações mais difíceis, devem sempre dividir as partes em conflito, defender também os criminosos, não permitir a difusão de sangue – denunciou o porta-voz da Uoc-Mp, Vasili Asimov. “A favor da paz se expressaram tanto o Papa, como o mundo da ortodoxia: da Igreja ortodoxa russa, ao metropolita d Kiev e de toda a Ucrânia, Onoufy; somente Filarete é a favor da guerra”, acrescentou depois o porta-voz.

Segundo o serviço de imprensa da presidência, Poroshenko agradeceu a todo o clero reunido no encontro para “o apoio dado à soberania, à independência e já integridade territorial da Ucrânia”, e assegurou que, no País, todas as comunidades religiosas são consideradas iguais e merecem ser defendidas. Não respondeu, todavia, ao relatório apresentado pelo secretário executivo da Uoc-Mp – o metropolita Anton di Boryspil e Brovaey – no qual se denuncia a confiscação, com a força, de 20 paróquias da Igreja ortodoxa fiel ao Patriarcado de Moscou e a distorção das notícias sobre a atividade da Uoc-Mp, feita pela mídia ucraniana.

“Tem-se a impressão que esteja em curso uma guerra de informação bem organizada contra a Igreja ortodoxa ucraniana”, atacou o metropolita.

De seu lado, numa entrevista ao programa americano ”Free Voice”, Filaret rejeitou as acusações ao emitente: “Moscou tomou o controle da Igreja ucraniana, para que através dela possa influenciar a sociedade. A influência do Patriarcado de Moscou na Criméia e Donbass é muito grande e é culpa sua, se ali continua o banho de sangue. Os sacerdotes combatem com as armas, defendendo os separatistas e os terroristas”.

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