Igreja Anglicana apela aos líderes mundiais: é hora de agir em relação ao clima

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20 Julho 2015

A Igreja tem que olhar para fora, para o exterior, para abordar a questão das mudanças climáticas: essa foi a afirmação do arcebispo de Canterbury e primaz da Comunhão Anglicana, Justin Welby, nessa terça-feira, 14, na conclusão do Sínodo da Igreja da Inglaterra, cujos trabalhos se concentraram sobre a justiça ambiental, em vista da próxima Cúpula de Paris (Cop21).

A reportagem é do jornal L'Osservatore Romano, 15-07-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Estamos em um momento em que percebemos que o curso dos acontecimentos vai em uma nova direção", disse Welby, lembrando que "já foi comentada a encíclica do papa e o modo com que ela mudou a abordagem e o pensamento das pessoas".

Depois, citou o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, "por muitos anos um dos mais importantes especialistas mundiais nesse setor, que continua trabalhando de forma extremamente eficaz".

De acordo com os responsáveis da Igreja da Inglaterra, "é necessária uma ação urgente para enfrentar as mudanças climáticas". No documento aprovado pelo Sínodo, intitulado Combating Climate Change. The Paris Summit and Mission of the Church, reconhece-se "que o aquecimento global está afetando de modo desproporcional os mais pobres do mundo".

Daí, o apelo aos líderes mundiais para que identifiquem novos instrumentos para limitar o aumento global da temperatura média a um máximo de dois graus: limiar além do qual os efeitos das mudanças climáticas seriam mais graves.

O bispo de Salisbury, Nicholas Holtam, especialista em questões ambientais, apresentando o documento, explicou que, "nos últimos 150 anos, queimamos combustíveis fósseis, que tinham levado um bilhão de anos para se formar no solo. A Terra – disse – não pode sustentar esse nível de consumo. Trata-se de ler os sinais dos tempos e buscar o bem comum".

Os bispos anglicanos estão firmemente convencidos de que os pobres "são os mais vulneráveis quando se enfrentam as tempestades, a elevação do nível do mar, as inundações e as secas. As nossas vidas estão interligadas. O que é ruim para os nossos vizinhos é ruim para todos nós".

O Sínodo concorda que "as mudanças climáticas exigem uma resposta urgente por parte de todos nós, em nível individual, institucional, nacional e internacional, incluindo os investidores".

E que é uma responsabilidade moral proteger os pobres do impacto do aquecimento global e estudar novas medidas para proteger o planeta e para garantir um futuro sustentável.

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