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Por: Carolina Lima e Marilene Maia | 03 Setembro 2016

Segundo Cybeli, entender a estrutura funcional da mídia é necessário para avançarmos na comunicação para cidadania.

Na terça-feira, dia 30-08-2016, ocorreu a Oficina – Linguagens de Comunicação para a Cidadania. O evento teve como ministrante a Profa. Dra. Cybeli Almeida Moraes, da Unisinos. O objetivo do encontro foi de aprofundar as lógicas e os processos da comunicação para a cidadania, a partir de uma reflexão analítica sobre os processos de comunicação.

Para Cybeli é preciso entender os processos de mídia. “Discutir como nossa mídia trabalha e como é que nós trabalhamos com mídia, pois também somos uma mídia”, apresentou a professora. Depois disso, a ministrante propôs a divisão de grupos para debater as formas, conteúdos e jeitos de fazer comunicação. A partir de uma metodologia chamada Design Thinking, a professora pediu que cada grupo pensasse sobre as mídias de fonte e sobre as mídias hegemônicas. “Mídia da fonte é alguém que até então era só fonte e agora passou a emitir”, explicou a professora.


Foto: Carolina Lima / IHU

Os grupos debateram e apresentaram suas sugestões. Foi solicitado que cada grupo pensasse o que gosta, o que não gosta, as possibilidades e as dificuldades dos veículos de comunicação. Dessa forma cada resposta tinha uma cor.

A partir das respostas e sugestões dos grupos, a ministrante apontou questionamentos e reflexões sobre o processo comunicacional. Por exemplo, refletiu sobre as coisas que incomodavam os participantes, questionando se os mesmos já não tinham refletido sobre aquele tipo de ação em meios de comunicação próprios, como postagens no Facebook. A grande sacada para pensar a comunicação para cidadania é conseguir visualizar esse processo”, explicou Cybeli. Dentro disso, questionou de que forma a apropriação desse processo midiático “tradicional” causando alterações poderia servir para o empoderamento social.

A professora Cybeli recomendou que os participantes assistissem ao documentário Mercado de Notícias, do Jorge Furtado, no intuito de entender a complexidade em torno da construção da notícia, apresentando que muitas vezes a falta de participação dos espaços se dá a partir de um não entendimento sobre o seu funcionamento. “Por que eu às vezes não participo de um processo? Porque eu não sei como ele funciona”, provocou Cybeli. Ainda sobre os processos da comunicação, a professora apresentou que devemos pensar nisso como uma relação.

A oficina foi promovida pelo Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU e contou com a participação diversa do público. Alunos e alunas dos cursos de Biologia, Psicologia, Letras, Comunicação Digital, Jornalismo, Serviço Social, entre outros, estiveram presentes durante a tarde de terça-feira.

O material utilizado na oficina está disponível aqui.

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