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15 Agosto 2016

34,31% dos trabalhadores do mercado formal do Vale do Sinos possuem de 15 a 29 anos. No entanto, a participação destes trabalhadores tem caído na região; ainda assim, em subsetores como o comércio varejista e madeira e mobiliário, os trabalhadores jovens são quase maioria.

O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, acessou os dados da Relação Anual de Informações Sociais - RAIS e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, ambos do Ministério do Trabalho, para verificar a situação dos jovens no mercado formal de trabalho do Vale do Sinos. O Estatuto da Juventude, regido pela Lei n° 12.852 de 05 de agosto de 2013, determina que a faixa etária dos jovens é de 15 a 29 anos.

A tabela 01 apresenta o percentual de jovens no mercado de trabalho formal do Vale do Sinos. Na região, 34,31% dos trabalhadores do mercado formal possuem de 15 a 29 anos.

O município com maior percentual de jovens entre os trabalhadores é Araricá, com 38,30%. Os municípios vizinhos, como Campo Bom, Nova Hartz e Sapiranga também estão entre os que possuem maior percentual de jovens entre os trabalhadores. Em Campo Bom, 36,25% dos trabalhadores formais são jovens.

Em Dois Irmãos, há a segunda maior participação de jovens no mercado formal de trabalho, sendo que estes representam 37,70% dos trabalhadores. Esse município também se localiza próximo a Araricá na região do Sinos.

A tabela 02 apresenta o percentual de jovens no mercado de trabalho formal do Vale do Sinos de 2002 a 2014. Este percentual foi reduzido no período, podendo ser explicado por diversos fatores, como a diminuição percentual da população de 15 a 29 anos na região, assim como a inserção mais tardia dos jovens no mercado de trabalho.

De 2002 a 2014, o percentual de trabalhadores jovens diminuiu em todos os 14 municípios do Vale do Sinos. Em Dois Irmãos, em 2002, o percentual de jovens entre os trabalhadores chegou a ser 52,57% frente a 37,70% em 2014. Segundo pesquisadores, um dos motivos para a baixa inserção de jovens deve-se à baixa remuneração nesta faixa etária.

Mesmo municípios como Canoas e Nova Santa Rita, que já possuíam participações menores em 2002, diminuíram a participação no período. No primeiro, o percentual de trabalhadores jovens passou de 37,24% para 33,31%. Em Nova Santa Rita, a participação passou de 36,12% para 31,46%.

A tabela 03 apresenta a movimentação dos jovens, de 15 a 29 anos, no mercado formal de trabalho no Vale do Sinos em 2016 e nos últimos 12 meses. No ano, já há saldo acumulado de 3.632 postos de emprego, sendo 750 em Novo Hamburgo, 743 em Canoas e 502 em São Leopoldo.

Os trabalhadores jovens obtiveram aumento de postos de emprego em 2016, nos seis primeiros meses, com saldo positivo de 3.632. Destaca-se que esta faixa etária engloba muitos daqueles que adentram pela primeira vez no mercado formal de trabalho.

A tabela 04 apresenta o número absoluto e percentual de jovens trabalhadores no Vale do Sinos nos subsetores econômicos em 2014. Alguns subsetores, como os comércios varejista e atacadista e madeira e mobiliário destacam-se por possuírem mais trabalhadores jovens do que os outros subsetores.

Em 2014, 47,92% dos trabalhadores do subsetor do comércio varejista eram jovens. É o único subsetor em que tal proporção chega a atingir quase metade dos trabalhadores. Dos 25 subsetores econômicos, oito possuem mais trabalhadores jovens do que a média da região.

O subsetor que mais se destaca pela baixa participação de jovens é a administração pública. Apenas 15,11% dos trabalhadores são jovens. Outra realidade deste subsetor é que o número de jovens nos cargos políticos também é pequeno, visto que no máximo 18% dos vereadores eleitos em 2012 eram jovens.

Apesar da redução de postos de emprego percentual dos jovens ao longo do tempo no Vale do Sinos, é possível que esta participação aumente na região, visto a necessidade de muitos jovens em contribuir com a renda familiar, já que houve desvalorização do salário mínimo nos últimos meses e queda do nível de emprego na região.

Por Marilene Maia e Matheus Nienow

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