Corte de financiamentos limita ajuda humanitária

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27 Agosto 2025

O alerta vem da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur): 11,6 milhões de refugiados e deslocados internos correm o risco de perder assistência este ano – cerca de um terço dos que recebem ajuda da organização.

 A informação é de Edelberto Behs, jornalista. 

“Não se trata apenas de números em uma planilha; são famílias que não têm condições de comprar comida, remédios ou abrigo, e alunos privados de educação e de oportunidade para um futuro melhor”, aponta a Acnur.

A diminuição da ajuda humanitária traz consequências para programas da Federação Luterana Mundial (FLM), o que leva pessoas vulneráveis a uma crise mais profunda. O alarme já soou em algumas frentes de trabalho.

No Sudão do Sul, o programa nacional da FLM teve que suspender os serviços de Desenvolvimento na Primeira Infância para crianças menores de seis anos em 60 centros. Dez mil crianças pequenas no Condado de Maban estão atualmente fora da escola.

O fechamento de escolas afeta tanto os refugiados sudaneses quando as comunidades locais, pois acaba com o acesso a espaços seguros que ofereciam aprendizagem, proteção e apoio emocional. Professores/as perdem seus empregos.

No norte de Camarões, receptora de refugiados que fogem da violência na Nigéria, o projeto da FLM em Maroua teve seu orçamento reduzido em dois terços, interrompendo a ajuda a mais de 15 mil pessoas vulneráveis.

“Mulheres e crianças enfrentam múltiplos traumas: perda de ajuda, abandono familiar, risco aumentado de violência sexual e exploração. Muitas são abandonadas à própria sorte”, relatou o coordenador do programa, Ezechiel Kodji.

Não é diferente em Uganda. O apoio a crianças com condições médicas especiais, idosos e pessoas com deficiência teve que ser reduzido. Os cortes também afetaram projetos de reflorestamento, acesso à água e apoio familiar a pessoas fugitivas da guerra.

Em Mianmar, os cortes recentes limitaram o apoio à saúde mental e assistência financeira emergencial depois do terremoto. “A queda no financiamento está tendo um impacto devastador”, contou para o serviço de imprensa da FLM Saw Tha Gay, um colaborador do projeto.

“Quando o mundo se afasta daqueles que mais precisam, o custo é contabilizado em vidas, futuros e esperanças, o que vemos todos os dias nas comunidades às quais servimos”, lamentou o coordenador Humanitário Global da FLM, Allan Calma.

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