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Queridos homens, vocês são fracos. Artigo de Edith Bruck

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08 Março 2023

"A cultura secular, a nossa, que desde sempre privilegiou vocês, na verdade causou um dano e foi e é um bumerangue. Com isso não quero dizer que as mulheres de carreira sejam melhores que os homens, pelo contrário, às vezes são piores, para demonstrar que também podem ser superiores a eles", escreve Edith Bruck, poeta húngaro-italiana que sobreviveu aos campos de concentração, em artigo publicado por Donne Chiesa Mondo, março de 2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Queridos homens, sei que é o Dia da Mulher. As pobres árvores de mimosas são massacradas e os galhos presenteados às mulheres com as brilhantes bolinhas de veludo amarelo que logo esmorecem, tornando-se acastanhadas, morrem como as mulheres em partes consideráveis do mundo, assassinadas, torturadas, aprisionadas, enjauladas em nome da religião, do amor e de uma cultura que lhes nega a liberdade.

Nós, mulheres ocidentais, de culturas diferentes, de credos diferentes, só podemos admirar essas leoas tentando se libertar da Sharia, romper a gaiola em que nasceram e foram mantidas por homens fracos que têm medo de mulheres livres, porque sabem de sua força, do valor, da fantasia, da imaginação, da autodeterminação, da coragem.

É a fraqueza dos homens que desencadeia a violência, o estupro, o assassinato de quem os abandona.

Não o amor.

Qualquer dor derruba vocês e aí se sentem perdidos sem a mulher-mãe-irmã para beijar o machucado, o dodói, não suportam o sofrimento, não suportam ser abandonados, porque se sentem órfãos e incapazes de se autogerir, de suportar a solidão, qualquer perda, inclusive aquela de trabalho, da posição social, a ambição frustrada, qualquer derrota deixa vocês abatidos, como se tivesse se mantido em parte criança.

Não seria hora de crescer e suportar as adversidades da vida? Vocês sentem a falta da mãe eternamente? Até mesmo homens importantes e esclarecidos dificilmente engolem que o sucesso de sua mulher os possa superar. Afinal, vocês sempre querem ter as rédeas na mão. Mulheres inteligentes, das quais os homens em geral têm um pouco de medo, ficam felizes quando o parceiro alcança o que deseja, mas infelizmente, no fundo, o contrário não acontece. Vocês praticamente não suportam mulheres cultas, cientes de suas possibilidades, como se elas não tivessem direito de se realizar.

A cultura secular, a nossa, que desde sempre privilegiou vocês, na verdade causou um dano e foi e é um bumerangue. Com isso não quero dizer que as mulheres de carreira sejam melhores que os homens, pelo contrário, às vezes são piores, para demonstrar que também podem ser superiores a eles.

Eu diria que qualquer violência contra as mulheres nada mais é do que a fragilidade do homem. Levantar a mão também é uma derrota.

Em países onde usam véu, as mulheres finalmente abriram os olhos e, felizmente, não faltam alguns rapazes que brigam com elas e pagam com a vida como elas mesmas. Esperamos sinceramente que o despertar que acaba de começar continue, não pare, não custe demasiado sangue. Mais cedo ou mais tarde, os ditadores de fé ferrenha e punitiva cederão. Só podemos esperar.

As correntes que aprisionam a liberdade, a beleza, não podem existir em nome de nenhuma fé ou imposição escrita, decidida, imposta pelos homens apenas a seu próprio favor.

As mulheres estão escrevendo com o sangue uma nova página da história, apoiadas pela nossa dor, pela nossa solidariedade e pela nossa proximidade, embora saibamos que infelizmente é pouco e que estamos reduzidas à impotência.

Nossos homens, depois de meio século de lições e lutas femininas, trocam as fraldas dos filhos e passeiam carregando-os nas costas, cederam espaço e poder a numerosas mulheres de valor. A mulher emancipou-se com o trabalho, saiu de casa, já não é mais o anjo do lar.

E mesmo que esse novo relacionamento não seja o sonho de todos os homens, agora é uma realidade. Não é por isso, porém, que se pode deixar um homem de coração leve. O feminicídio se alastra pela fraqueza dos homens, porque não avançamos no mesmo ritmo, porque não crescemos juntos, com mútuo respeito, amor, aceitação e consciência.

O homem está sempre alguns passos atrás e se ele pudesse parar a mulher, ele a pararia.

A estrada ainda é longa.

Só eu, uma sobrevivente do Holocausto, posso contar sobre a extrema fraqueza dos homens, que pagaram o preço mais alto por sua cultura nos campos de concentração, onde morreram em número pelo menos duas vezes maior do que as mulheres; sobretudo os intelectuais, os ortodoxos, os antigos abastados eram incapazes de se cuidar: matar um piolho, esconder frieiras nos pés, um ferimento ou um furúnculo nas revistas e lavar-se quando possível, ficar de pé na chamada, proteger-se com qualquer coisa do frio, suportar a dor, a fome e o abandono de si mesmos, os sofrimentos físicos e morais, as ofensas. Eram incapazes de sonhar, de fantasiar, de pensar que um dia, talvez, eles voltariam a ser livres.

Ao contrário, as mulheres de Auschwitz, durante a revista, para enganar os olhos assassinos do famigerado dr. Mengele, davam um jeito de conseguir, em troca de um pedacinho de pão, um pequeno pedaço de papel vermelho para corar as faces, misturavam a água com um pouco de pó para usar como base para cobrir a palidez dos rostos macilentos, esconder manchas, protegiam os pés descalços com grama nos tamancos, se curavam milagrosamente com nada.

Mas que pena, que agonia dolorosa encontrar esses homens, por acaso, em Dachau, perto do nosso campo todos deitados no chão, quase imóveis, incapazes, pela extrema fraqueza, de agarrar uma batata que eu havia roubado e jogado sobre o arame farpado eletrificado que nos dividia. E eu via um braço se estendendo sem conseguir pegar a batata.

E assim, em Bergen Belsen, após a marcha da morte, nos encontramos em um campo de homens.

Ali também, todos no chão, nus, mortos ou em agonia. Com a promessa da dupla ração de sopa, nos disseram para limpar o campo como se se tratasse de lixo e arrastá-los para a tenda da morte, onde havia uma pirâmide de cadáveres.

As mulheres que trazem a vida ao mundo a defendiam como se fossem repovoar o mundo, depois de um milhão de crianças queimadas, depois daquele inferno na terra na Europa “civilizada”.

Celebremos sim este 8 de março caminhando, mulheres e homens, de mãos dadas, segurando-os com força, guiando-os rumo à paz consigo mesmos e com nós, mulheres, das quais nem eles nem o mundo podem prescindir.

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