Tomas Halík: “O Sínodo é uma oportunidade para escutar juntos o que o Espírito diz às Igrejas hoje”

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09 Fevereiro 2023

O teólogo participou da sessão de abertura da fase europeia do Sínodo.

A reportagem é de Elena Magariños, publicada por Vida Nueva, 06-02-2023.

O Sínodo da Sinodalidade “está sendo chamado a recordar, está revivendo e aprofundando o caráter dinâmico do cristianismo”. Assim o afirmou o teólogo Tomas Halík durante a abertura da fase continental europeia realizada esta segunda-feira em Praga. E é que a Igreja “como comunhão de peregrinos, é um organismo vivo, o que significa que está sempre aberta, em transformação e em evolução”.

Neste sentido, o teólogo explicou que “a sinodalidade significa uma abertura constante ao Espírito de Deus, por meio do qual vive e atua na Igreja o Cristo vivo e ressuscitado”. Por isso, este Sínodo “é uma ocasião para escutar juntos o que o Espírito diz hoje às Igrejas”.

“A unificação total é uma meta escatológica que só pode ser plenamente alcançada no fim da história. Só então a Igreja será completa e perfeitamente una, santa, católica e apostólica. Só então veremos e refletiremos plenamente Deus como ele é”. Por isso, “a tarefa da Igreja é manter sempre presente no coração dos homens o desejo desta meta e, ao mesmo tempo, resistir à tentação de considerar definitiva qualquer forma de Igreja, qualquer estado da sociedade e qualquer estado do conhecimento e perfeito" religioso, filosófico ou científico.

No entanto, como sublinhou o teólogo, a Igreja tem uma "tarefa permanente", que é a missão. "Missão no mundo de hoje não pode ser 'reconquista', uma expressão de nostalgia de um passado de manipulação proselitista, uma tentativa de empurrar o buscador dentro dos limites mentais e institucionais existentes da Igreja." De fato, “se levarmos a sério o princípio da sinodalidade, então a missão não pode ser entendida como um processo unilateral, mas sim como um acompanhamento no espírito do diálogo, a busca do entendimento mútuo. A sinodalidade é um processo de aprendizagem no qual não apenas ensinamos, mas também aprendemos”.

“A nova evangelização e a transformação sinodal da Igreja e do mundo constituem um processo no qual devemos aprender a adorar a Deus de maneira nova e mais profunda, em Espírito e em verdade”, concluiu.

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