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24 Mai 2021

 

As assembleias já programadas para outubro de 2022 são adiadas por um ano para permitir um início "de baixo". O momento de celebração será precedido antes por uma fase diocesana e uma nacional, portanto continental. “Não se trata de democracia, populismo ou coisa parecida; é a Igreja que é povo de Deus e este povo, em razão do Batismo, é sujeito ativo da vida e da missão da Igreja”. Assim, o cardeal Mario Grech, secretário geral do Sínodo dos Bispos, explicou a modalidade profundamente inovadora do processo sinodal anunciado na sexta-feira. A propósito, o purpurado maltês citou o discurso proferido em 2015 pelo Papa Francisco por ocasião do 50º aniversário da instituição do Sínodo, quando o Pontífice falou de uma "Igreja constitutivamente sinodal" e esclareceu que "o Sínodo dos Bispos é o ponto de convergência desse dinamismo de escuta realizado em todos os níveis da Igreja”. Agora, essas palavras programáticas começam a tomar forma institucional.

A reportagem é de Gianni Cardinale, publicada por Avvenire, 23-05-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

O próximo Sínodo dos Bispos, agendado para outubro de 2022, tendo como tema a sinodalidade, vai de fato ser adiado por um ano para permitir um início "de baixo". Assim, o momento comemorativo final, previsto para Roma em outubro de 2023 será precedido por duas fases antecedentes: primeiro em um plano diocesano e nacional, depois em nível continental. Com uma nova articulação que tornará possível “a escuta real do povo de Deus”, garantindo “a participação de todos no processo sinodal”. Porque o Sínodo “não é apenas um evento, mas um processo que envolve em sinergia o povo de Deus, o Colégio Episcopal e o Bispo de Roma, cada um segundo a sua função”.

O caminho será inaugurado pelo Papa Francisco no Vaticano de 9 a 10 de outubro. Com a mesma modalidade, no domingo 17 de outubro, será aberto nas dioceses sob a presidência do bispo. A fase local do Sínodo se realizará até abril de 2022. O objetivo deste momento é “a consulta do povo de Deus para que o processo sinodal se realize na escuta da totalidade dos batizados, sujeito do sensus fidei infalível in credendo". A consulta nas dioceses realizar-se-á “através dos órgãos de participação previstos no direito”, sem excluir “outras modalidades que se julguem oportunas para que a própria consulta resulte real e eficaz”. No final desse momento, em nível local, cada diocese enviará suas contribuições à Conferência Episcopal. Em seguida, abrir-se-á um período de discernimento de pastores reunidos em assembleia, “que são chamados a ouvir o que o Espírito suscita nas Igrejas que lhes são confiadas”. Antes de abril de 2022, a síntese desse discernimento em nível nacional, juntamente com as contribuições de cada Igreja particular, será enviada à Secretaria Geral do Sínodo, que procederá à redação de um primeiro Instrumentum Laboris antes de setembro seguinte.

Esse texto será discutido em nível continental - esta é a segunda fase do itinerário sinodal - realizando assim "um novo ato de discernimento à luz das peculiaridades culturais específicas de cada continente". Para março de 2023, as Assembleias continentais se encerrarão com a redação de um documento final, que será enviado à Secretaria Geral do Sínodo, que antes de junho de 2023 elaborará um segundo Instrumentum Laboris.

Esse texto será enviado aos participantes da Assembleia Geral – marcada para Roma em outubro de 2023 - que constitui a fase final, em nível de Igreja universal, do itinerário sinodal. O inédito itinerário sinodal anunciado na sexta-feira, portanto, manterá o povo de Deus e as estruturas eclesiásticas empenhadas no curso do próximo biênio. Será necessário ver como o processo se entrelaçará com os vários caminhos sinodais nacionais já realizadas (como na Alemanha) ou em fase de preparação (como na Itália e Irlanda), e também com os Sínodos diocesanos já convocados ou em vias de celebração.

 

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