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Jesus nasceu clandestino: “O que a direita defende é apenas um carnaval de raízes consumistas, não o Natal”

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17 Dezembro 2021

 

Foram apenas pobres pastores que acolheram aquela criança. Para ela, não houve nem cerimônias nem libações, apenas o calor daqueles pastores periféricos.

 

O comentário é de Riccardo Cristiano, jornalista italiano, em artigo publicado em Globalist, 13-12-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Eis o texto.

 

Um espectro paira sobre a Europa, o espectro da elite que quer nos tirar o Carnaval. É isso que agita o sono da direita liberal europeia, intimamente ligada ao Carnaval, prova viva das nossas raízes consumistas. O Carnaval a que essa direita absolutamente não está disposta a abrir mão é feito obviamente de guloseimas, como sempre foi esse rito decisivo, de gorros vermelhos até nas propagandas de biquínis (sempre é preciso um pouco de sexo), de topes para embelezar os pacotes que se dão aos amigos e, obviamente, de comilanças. Para eles, as raízes europeias estão aí, e quem pensa em tocá-las deve saber que terá que acertar as contas com eles.

Tomo a liberdade de propor a todos os progressistas, crentes e não crentes, que imaginem outra festa, a ser colocada neste mesmo período do ano e, sobre ela, propor a edificação de outra Europa. Deveria ser uma festa que relembre um evento distante e esquecido por quase todos. Esse evento, especialmente hoje, é muito emblemático daquilo que a Europa não é, mas deveria e poderia se tornar.

Em um estábulo, há muitos anos, nascia um menino, que os pais fizeram aquecer do frio pungente com os animais que habitualmente habitavam aquele estábulo. Foram apenas pobres pastores que acolheram aquele menino. Para ele, não houve nem cerimônias nem libações, apenas o calor daqueles pastores periféricos.

Não demorou muito até que, procurados pelas autoridades policiais, tiveram que fugir. Clandestinos. O recém-nascido e seus pais eram procurados, cruzaram fronteiras e puseram-se a salvo. Não é mais ou menos disso que falamos todos os dias em Lampedusa, em Lesbos, nas florestas da Bielorrússia, em Calais?

Ao contrário do que ocorre com o Carnaval, não há nada de “meloso” nessa festa. É uma festa difícil de digerir para os bem-pensantes que amam a Frontex [Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira], aqueles que discutem sobre procedimentos de identificação nas fronteiras geladas, ao lado do arame farpado, para acolher ou, mais provavelmente, rejeitar seres humanos em busca de abrigo de forças policiais ferozes como aquela que perseguia essa família de que estamos falando.

É claro, a força, a popularidade dessa festa seria menor, mas, se quisermos que a Europa tenha esses valores na sua carteira de identidade (vamos resumi-los assim: “liberdade, igualdade, fraternidade”), eu acho que não teríamos outro caminho. Caso contrário, teríamos que nos resignar à ideia de que prevaleça uma direita liberal como o Carnaval, no qual toda piada vale, todo consumo é bom, todo desperdício é bonito.

No centro de tudo isso, obviamente, deveria estar precisamente ele, o menino, porque é ele a vítima mais escandalosa. A Frontex poderia procurá-lo, porque, tendo nascido na Europa, poderia reivindicar, mais cedo ou mais tarde, até a nossa cidadania. Mas, se somos livres, iguais e fraternos, por que ele não deveria se tornar um concidadão nosso? Ele não nasceu aqui? E quem tem o direito de ser cidadão, senão quem nasce em um lugar? E que crime ele pode ter cometido para ser rejeitado?

Eu sei muito bem que essa proposta é uma proposta contra a corrente, que alguns líderes progressistas terão medo de perder votos ao invés de encontrá-los. Eles vão pensar que, promovendo confeitarias “progressistas”, com bolos cobertos de geleia vermelha escarlate, poderão conseguir mais.

Mas as festas servem para mostrar em que se acredita. Parece-me que essa festa, essa visão da Europa, nos salvaria do naufrágio da nossa civilização: diante de todos esses botes que afundam no nosso Mediterrâneo, os náufragos somos nós, não eles.

 

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