Síria. Nova informação sobre o sequestro dos bispos

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Por: Jonas | 30 Abril 2013

Enquanto os cristãos da Síria e de todo o mundo aumentam a angústia sobre o destino de Mar Gregorios Yohanna Ibrahim e de Boulos al-Yazigi – os bispos sírio-ortodoxo e greco-ortodoxo de Alepo, sequestrados na segunda-feira entre Alepo e a fronteira turca – surgem novos detalhes sobre as condições do sequestro. 

A reportagem é publicada no sítio Vatican Insider, 28-04-2013. A tradução é do Cepat.

Fontes que vivem na Turquia disseram à agência Fides que o metropolitano Boulos al-Yazigi tinha deixado o país para visitar as comunidades cristãs greco-ortodoxas, que se encontram em território turco, em local que compete ao patriarcado greco-ortodoxo de Antioquia. Teria tentado retornar à Síria, mas teria sido impossível. Por esta razão, o metropolitano sírio-ortodoxo Mar Gregorios Yohanna Ibrahim teria oferecido sua colaboração para permitir que Boulos al-Yazigi voltasse para sua diocese e pudesse dividir com os seus sacerdotes e fiéis os sofrimentos de todos os que abandonaram o país devido a guerra civil.

Ne segunda-feira, pela manhã, Mar Gregorios se dirigiu para a fronteira com a Turquia acompanhado por seu motorista para pegar o bispo greco-ortodoxo e conduzi-lo até Alepo, percorrendo itinerários considerados “seguros” e que em outras ocasiões tinha sido possível voltar para a cidade turca a partir da fronteira. Pouco após terem avisado a alguns sacerdotes greco-ortodoxos turcos que se encontravam em território sírio, os dois bispos ficaram incomunicáveis.

Enquanto isso, permanecem circulando rumores e indiscrições sobre sua presumível libertação e sobre a identidade dos sequestradores. Na região que vai de Alepo até a fronteira turca há facções e grupos muito heterogêneos e que, muitas vezes, são opostos entre si. De Gedda, a Organização para a Cooperação Islâmica condenou o sequestro dos dois bispos. Ekmeleddin Ihsanoglu, secretário geral do organismo pan-islâmico, pediu sua “imediata e incondicionada” libertação, destacando que o sequestro “contradiz os princípios do autêntico Islã e o estatuto que o Islã reserva aos eclesiásticos cristãos”.

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