As consequências do desastre de Fukushima no mar e no ar

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • Os Estados Unidos são uma ameaça à paz mundial e a seus cidadãos. Entrevista com Noam Chomsky

    LER MAIS
  • Misericórdia. O funeral negado a Welby: Zuppi remedia à vergonha da Igreja de Ruini

    LER MAIS
  • Terça-feira, 9 de agosto de 2022. 80º Aniversário do Martírio de Edith Stein

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Por: André | 20 Março 2012

Após o acidente de Fukushima, que completou um ano, toneladas de radioatividade vazaram para o ar e o mar. Ainda hoje a contaminação do entorno prossegue.

A reportagem é de Laura Corcuera e está publicada no jornal quinzenal espanhol Diagonal, 17-03-2012. A tradução é do Cepat.

Não há modelos precisos para medir as taxas de liberação de elementos radioativos (radionúclidos) quando o combustível nuclear, que vaza de uma central, entra em contato com a água do mar. Esta é a conclusão publicada por uma equipe de engenheiros e geólogos norte-americanos no último número da revista Science.

Os pesquisadores propõem realizar caros experimentos com materiais radioativos para reduzir o risco das centrais nucleares e voltar a ganhar a confiança da população na energia nuclear. Mas epidemiólogos e radiobiólogos estão tentando explicar desde antes do desastre de Fukushima que a fórmula risco/benefício (risco para a população e benefício industrial), que se utiliza na radioterapia, não pode ser aplicada à energia nuclear.

Em condições normais, uma central nuclear emite constantemente pequenas doses de radioatividade no ar e também na água. Com o acidente de Fukushima toneladas de material radioativo começaram a se dispersar quando a companhia elétrica Tokyo Electric Power (Tepco) começou a utilizar água do mar para esfriar três dos seis reatores da central, cujos núcleos estavam se superaquecendo.

A água foi vazou (e o processo continua) para o Oceano Pacífico e para o leito marinho. Do mar, o combustível radioativo é transportado para todo o planeta e é transferido para os ecossistemas marinhos e cadeias tróficas, onde pode permanecer durante muito tempo.

As algas, ricas em ferro, transferem radionúclidos diretamente para os seres humanos e também para os moluscos, crustáceos e peixes que consumimos. Daí a importância de saber a procedência do que comemos. O estrôncio 90 e o césio 137 têm uma vida média de 30 anos (nesse tempo ficará a metade de sua massa e em 60 anos uma quarta parte). O iodo 131 tem uma vida média de oito dias, mas o plutônio 239 tem uma vida média de cerca de 24.000 anos e com o tempo se transforma em amerício 241, outro elemento radioativo que pode ser incorporado ao organismo humano.

Além da radioatividade que a central de Fukushima está emitindo, hoje resta mais da metade daquela que saiu da central de Chernobil, em 1986.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

As consequências do desastre de Fukushima no mar e no ar - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV