Extrativista queria deixar assentamento

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25 Mai 2011

O extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva, 54, assassinado anteontem em Nova Ipixuna, no Pará, é definido por conhecidos como o principal líder do assentamento Água Extrativista Praialta Piranheira, ao lado da mulher, Maria do Espírito Santo.

A reportagem é de Felipe Luchete e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 26-05-2011.

Eles presidiram a associação local, reuniam-se com órgãos como Ibama e Incra e faziam denúncias de irregularidades cometidas por madereiros na área.

A atuação, pontual, tornou-se mais conhecida depois que o jornalista Felipe Milanez conheceu José Cláudio e o convidou à segunda edição do TEDx, em novembro do ano passado, evento que reuniu defensores do meio ambiente em Manaus.

Segundo Milanez, Silva dizia que queria ser enterrado embaixo de "Majestade", como chamava uma enorme castanheira da propriedade em que vivia.

O vídeo da palestra ministrada por José Cláudio tornou-se mais conhecido na internet depois dos assassinatos. "Eu posso estar aqui conversando com vocês e daqui há um mês vocês podem saber a notícia de que desapareci", disse ele na época.

Maria do Espírito Santo liderava um grupo de mulheres que produzia artigos com recursos naturais, como cremes, xampu e sabonetes. Em março, ela havia apresentado o trabalho de conclusão de curso em pedagogia, conforme Cristina Silva, coordenadora do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

De acordo com a sobrinha do casal, Clara Santos, José Cláudio já falava em deixar o local. Ele achava difícil continuar o trabalho extrativista no assentamento e tinha receio das ameaças que sofria.