Quando o ódio precisa de um inimigo

Foto: Mohammed Hinnawi | UNRWA - ONU

Mais Lidos

  • "A adesão ao conservadorismo político é coerente com uma cosmologia inteira que o projeto progressista rechaça". Entrevista especial com Helena Vieira

    LER MAIS
  • Quando uma estudante de teologia desafiou o cardeal

    LER MAIS
  • Neste ano, o El Niño deve ser terrível. Artigo de Vivaldo José Breternitz

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

10 Outubro 2023

A verdade é que o Hamas e Netanyahu alimentam-se mutuamente. Para existirem eles precisam um do outro.

A opinião é de Tonio Dell'Olio, padre, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, publicada por Mosaico di Pace, 10-10-2023.

Eis o comentário.

Para existir e se fortalecer, o ódio precisa sempre de um inimigo capaz de odiar pelo menos tanto quanto a si mesmo. As políticas opressivas dos governos israelenses contra a prisão ao ar livre em Gaza constituem o combustível para o recrutamento massivo de terroristas e as suas ações são o tesouro do pacote eleitoral de Netanyahu.

E nestas condições é inútil exercício infantil perguntar quem começou primeiro, apontar o dedo, distribuir licenças de carrasco. Parece que todos estavam ansiosos por isso.

O trágico é que tanto o Hamas como Netanyahu prestem o pior dos seus serviços aos seus respectivos povos. Só conseguem garantir medo, sofrimento, luto e destruição. E que fique claro que estas considerações não são ditadas pela oportunidade diplomática politicamente correta da equidistância, mas por uma proximidade absoluta às populações israelense e palestina.

Por mais trágico que possa parecer, hoje estamos lançando as sementes da brutalidade que terá lugar amanhã. A esperança é sempre que alguém consiga encontrar a coragem de renunciar à violência da retaliação, da vingança, da violência surpreendendo o próximo e embaralhando as cartas.

Leia mais