01 Julho 2026
Roma reiterou que a interpretação das Escrituras nas celebrações eucarísticas continua sendo prerrogativa de sacerdotes e diáconos. Segundo o teólogo e membro do ZdK, Thomas Arnold, isso não se concretiza na prática.
A informação é publicada por katolisch.de, 30-07-2026.
Thomas Arnold, do Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK), lamentou a decisão de Roma contra a pregação leiga. Ele esperava um acordo especial para a Alemanha, e talvez até para a Europa, disse Arnold, membro do comitê leigo, em entrevista à rádio Deutschlandfunk na terça-feira. Agora, afirmou, existe uma situação em que pessoas sem formação religiosa continuam a interpretar textos bíblicos durante as celebrações eucarísticas, mesmo com a aprovação tácita dos sacerdotes. Ele teria preferido autorizações claras para isso, "para que o que já é prática comum há muito tempo seja legalmente reconhecido", disse Arnold, que possui doutorado em teologia.
É "inaceitável" que mulheres qualificadas sejam excluídas, disse ele. Em sua opinião, as pessoas devem ser incluídas com base em suas qualificações "e não em gênero ou nível de ordenação". A ordenação não qualifica automaticamente alguém para pregar. A Igreja faria bem em se disponibilizar a todos aqueles que estão adequadamente preparados por meio de estudos teológicos para proclamar a fé.
Arnold defendeu um debate sobre as questões e regulamentações claras. Mesmo um "não" de Roma seria concreto, disse ele. "Isso é algo com que podemos trabalhar e nos permite continuar as discussões", afirmou Arnold.
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