Grech: a sinodalidade permanece incompleta sem uma atuação missionária

Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • EUA versus Irã: uma guerra de forças desiguais que nenhum dos lados poderia vencer

    LER MAIS
  • A onda de calor que está reescrevendo a história climática da Europa

    LER MAIS
  • FIFA aciona protocolo climático e interrompe partida da Copa do Mundo 2026

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

25 Junho 2026

O Cardeal Mario Grech acredita que os processos sinodais da Igreja Católica ainda não atingiram seu objetivo. Ele enfatiza que o crucial é que eles deem origem a um despertar missionário que inspire as pessoas com o Evangelho.

 A informação é publicada por katolisch.de, 24-06-2026. 

O secretário-geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Mario Grech, considera os processos sinodais na Igreja Católica até o momento incompletos. Embora as diversas etapas sinodais realizadas nos últimos anos sejam "um sinal de que o Espírito está movendo a Igreja, educando-a em um novo estilo de ser Igreja e ajudando-a a redescobrir sua identidade mais profunda", disse Grech na terça-feira, em uma reunião dos líderes das assembleias episcopais continentais no Vaticano.

“E, no entanto – se me permitem falar francamente – só ficarei verdadeiramente satisfeito quando vir o surgimento de um amplo movimento missionário, um novo começo que permita à Igreja sair, correr riscos, aproximar-se das pessoas e testemunhar o Evangelho com liberdade e criatividade”, disse o clérigo maltês. Pois o verdadeiro objetivo da conversão sinodal não é simplesmente melhorar os processos internos ou tornar as estruturas mais participativas.

Prova de fogo do caminho sinodal

Se a sinodalidade não conduzir a um renovado fervor missionário, se não inflamar os corações e impulsionar as pessoas à ação, se não gerar comunidades que proclamem Cristo com alegria e ousadia, então permanecerá incompleta. "O verdadeiro teste do caminho sinodal virá quando virmos comunidades que se deixam enviar, que partem, que não apenas falam de esperança, mas a vivenciam", enfatizou o cardeal.

Grech afirmou que sua esperança era "que a fase em que nos encontramos atualmente — uma fase sensível e, ao mesmo tempo, crucial de recepção e implementação — permita que toda a Igreja abrace com convicção este movimento missionário que o Espírito está despertando". Tal movimento, para ser autêntico e frutífero, só pode assumir a forma de uma proclamação conjunta que surge da comunidade.

"Uma igreja sinodal não teme as diferenças."

A sinodalidade não é meramente um método organizacional, mas o caminho pelo qual a Igreja aprende a reconhecer, aceitar e integrar a diversidade como um dom do Espírito. "Uma Igreja sinodal não teme as diferenças porque sabe que a unidade não surge da homogeneização, mas da comunhão", disse Grech.

O caminho sinodal da Igreja não visa ocupar espaços institucionais ou reorganizar estruturas de poder, mas sim gerar dinâmicas de escuta, discernimento e responsabilidade compartilhada que possam transformar a Igreja por dentro ao longo do tempo. "É um processo que não teme a diversidade, mas a acolhe como um lugar onde a verdade do Evangelho pode ressoar de maneiras novas e inesperadas", enfatizou o Cardeal.

Leia mais