Porto Alegre recebe 1ª Conferência Internacional Antifascista

manifestação antifascista na Itália. | Foto: Wikipédia

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26 Março 2026

Evento quer aprovar agenda internacional comum para enfrentar o crescimento de movimentos autoritários no brasil e no mundo.

A informação é de Niara Aureliano, publicada por Extra Classe, 25-03-2026.

A capital gaúcha receberá mais de 3,5 mil ativistas de pelo menos 50 países, de cinco continentes, para a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos. O objetivo é construir, entre 26 e 29 de março, uma agenda comum para enfrentar o crescimento de movimentos autoritários por todo o mundo. As inscrições são gratuitas.

Mesas de debate com parlamentares, 11 conferências sobre as lutas de resistência e pelo menos 150 atividades autogestionadas ocorrerão na Ufrgs (Av. Paulo Gama, 110, Farroupilha), Universidade Federal de Ciências Médicas e auditórios de sindicatos.

Na quinta-feira, 26, uma marcha de abertura acontecerá às 18h, no Largo Glênio Peres (em frente ao Mercado Público).

Sindicatos organizam luta

O Cpers-Sindicato e a Adufrgs, filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), organizam o evento junto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), partidos políticos e movimentos sociais.

A diretora do Cpers Rosane Zan relembra movimentos de extrema direita que incitaram perseguições a educadores e seus sindicatos na última década no Brasil. Trabalhadores da educação se viram alvo de campanhas que deslegitimavam a função docente, limitavam a liberdade de cátedra e que colocavam em risco a segurança física e emocional de professoras e professores.

“O Cpers foi duramente atacado neste último período, especialmente em 2018, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Nós fomos considerados doutrinadores em um contexto de ataques à educação pública como um todo. O que nos leva a construir esta conferência antifascista é que somos trabalhadores da educação e lidamos também com os filhos e filhas de trabalhadores.

Isso nos aponta ter uma consciência crítica, de defesa das políticas públicas, de defesa dos povos e das minorias”, destaca a educadora. “Não é por outro motivo que das seis entidades organizadoras, duas delas são entidades de educadores. O capítulo mais recente do fascismo está sendo escrito nas salas de aula, os professores estão sentindo todos os dias”, coaduna o professor Rodrigo Dilelio, presidente do PT Porto Alegre.

Adiamento ocorreu por conta das enchentes de 2024

A maior enchente da história do Rio Grande do Sul adiou os planos de realizar o encontro em maio de 2024. Quase dois anos depois, a convocatória do evento rememora a Porto Alegre núcleo de resistência popular que reuniu mais de 20 mil ativistas de 117 países em 2021, quando da realização do Fórum Social Mundial; e da mobilização popular que impediu um golpe de Estado em 1961.

“São quase 3 anos de organização e a expectativa vai se tornando mais concreta a partir das confirmações e da dimensão internacional que vem tomando, demonstrando unidade e força. Imaginamos que será um marco de retomada de processos de mobilização com o Brasil no centro dessa luta antifascista”, aposta Lara Rodrigues, coordenadora nacional do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul.

Caráter internacionalista

Investidas imperialistas em países na América Latina e Oriente Médio emergenciam o encontro, avaliam organizadores da Conferência. O crescimento de movimentos políticos identificados com a extrema direita e disputas geopolíticas, em especial a atuação dos governos de Donald Trump, nos Estados Unidos, Javier Milei, na Argentina, e de Benjamin Netanyahou e a campanha de Israel contra a Palestina, exigem uma resposta única global dos movimentos antifascistas.

Particular atenção está destinada às delegações estrangeiras e como o Brasil se beneficiará das trocas sobre as lutas e realidades de outros países.

“Virão os colombianos do Pacto Histórico, coalização de esquerda liderada pelo presidente Gustavo Petro (o partido mais votado nas eleições de março para o Senado e Câmara de Representantes); eurodeputados e membros do partido França Insubmissa, que antagonizará com o nome de Jean-Luc Mélechon a extrema direitista Marine Le Pen este ano. Também delegações sul-africana, espanhola, argentina e mais”, finaliza o vereador de Porto Alegre Roberto Robaina (PSOL).

A programação oficial da conferência foi apresentada no dia 11 de março com a participação do belga Eric Toussaint, porta-voz do Committe for the abolition of illegitimate debt (Comitê para abolição da dívida ilegítima), rede internacional de ativistas pela anulação da dívida de países e integrante do comitê internacional da Conferência, na Ufrgs. Acesse aqui a programação.

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