EUA e Israel intensificam os ataques contra o Irã, enquanto Trump promete escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz para evitar uma crise energética

Foto: @IsraeliPM/FotosPúblicas

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04 Março 2026

Washington está tendo dificuldades para evacuar os mais de 1.500 cidadãos americanos que ficaram presos no Oriente Médio devido aos bombardeios.

A reportagem é de Andrés Gil, publicada por El Diario, 04-03-2026.

A campanha de bombardeios contra o Irã está se intensificando. Segundo os militares dos EUA, mais de 50 mil soldados estão na região participando da ofensiva. E, de acordo com o governo israelense, "ataques em larga escala" ocorreram contra o Irã na noite de terça-feira.

Os bombardeios israelenses e americanos contra o Irã continuaram, os mísseis e drones iranianos intensificaram sua resposta contra os países do Golfo, e as forças israelenses avançaram no Líbano para confrontar o Hezbollah, enquanto os mercados financeiros globais despencaram em meio a temores de inflação devido ao aumento dos preços do petróleo.

O avanço de Israel no sul do Líbano levanta suspeitas de que o país possa estar planejando um ataque terrestre mais amplo na região.

Entretanto, os EUA enfrentam sérios problemas para evacuar os mais de 1.500 cidadãos americanos que solicitaram assistência e que ficaram retidos no Oriente Médio devido aos bombardeios: na segunda-feira, o Departamento de Estado solicitou a evacuação de cidadãos de 14 países, já que não há mais voos comerciais na região após o ataque ilegal lançado por Washington e Tel Aviv contra o Irã.

Em resposta aos ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a força aérea e a marinha do Irã haviam sido "derrotadas" e que os novos ataques visavam a liderança iraniana. Israel também atacou um complexo pertencente a um grupo responsável pela escolha do próximo líder supremo do Irã, segundo uma fonte israelense informou à CNN.

Entretanto, um drone iraniano caiu no complexo do consulado dos EUA em Dubai. Os Estados Unidos fecharam suas embaixadas em três países e alertaram os americanos para deixarem a região. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a abertura de corredores aéreos seguros com seus vizinhos, enquanto outros países lutavam para evacuar seus cidadãos devido à paralisação dos transportes.

A paralisia também está afetando o mercado de energia. Trump, em uma publicação no Truth Social, ordenou “segurança e garantias” para navios que transitam pelo Golfo e sugeriu que a Marinha escoltaria petroleiros pelo Estreito de Ormuz “se necessário”.

Trump também afirmou na Casa Branca que os líderes iranianos que os Estados Unidos consideravam como potenciais novos líderes foram mortos em bombardeios americanos e israelenses, e que o pior cenário seria se quem assumisse o poder no Irã fosse "tão ruim" quanto seus antecessores.

Países europeus e a Índia estão trabalhando em rotas de fuga para seus cidadãos na região. A França afirma ter cerca de 400 mil cidadãos no Oriente Médio.

Após Trump ser questionado na terça-feira sobre por que seu governo não estava ajudando na evacuação de pessoas retidas no exterior, o Departamento de Estado anunciou que estava "facilitando voos fretados dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Jordânia" e que 9 mil americanos haviam deixado a região por conta própria.

Além disso, o Crescente Vermelho Iraniano, principal organização de ajuda humanitária do país, informou que o número de mortos subiu para 787 desde o início dos ataques aéreos dos EUA e de Israel no sábado. Seis militares americanos e dezenas de civis no Líbano também foram mortos. Em uma cidade do sul do Irã, milhares de pessoas se reuniram nas ruas para o funeral das vítimas de um ataque aéreo a uma escola primária feminina, de acordo com imagens e vídeos verificados pelo New York Times.

O atentado à bomba na escola no sábado causou a morte de pelo menos 175 pessoas.

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