Dall'Oglio e Tibhirine: diálogo é vida, não ideia

Foto: Hartmut Schwarzbach | Kontinente.org

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23 Mai 2024

Uma homenagem a Paolo Dall'Oglio e aos monges de Tibhirine, para contar vidas que olham para o diálogo inter-religioso, em nome de uma fraternidade corajosa. Esse é o tema central do evento que ontem encerrou na ‘Feira do Livro’ o ciclo de encontros organizados pela diocese de Turim em colaboração com a Uelci. Os protagonistas do encontro foram o arcebispo de Turim, dom Roberto Repole, a escritora e diretora Mariapia Veladiano e Domenico Agasso, vaticanista. A história se desenrola partindo da figura de Paolo Dall'Oglio, jesuíta, engajado no diálogo inter-religioso, com um pressuposto: o diálogo é palavra-chave se não for retórico, se ajudar a compreender o seu valor, a utilidade concreta.

A reportagem é de Eugenio Giannetta, publicada por Avvenire, 14-05-2024. A tradução é de Luisa Rabolini.

Para lançar esse evento, conta Veladiano, foi utilizada uma frase de Dall'Oglio: “Quem se apresta a dialogar não conhece as respostas aos questionamentos". Veladiano continua sua apresentação com outra citação, da professora Carla Melazzini: “A dura lei do dialogar não tolera a irrelevância dos interlocutores”. Por fim, conclui com uma passagem de contexto: “Dall'Oglio era muito generoso, acreditava no encontro, dizia a verdade com uma energia que não conhecia vergonha, questionava a todos nós sobre o tema da identidade e do diálogo". Por sua vez Repole relata uma experiência paradigmática para compreender o diálogo entre as religiões: “Para os monges de Tibhirine – conta – não foi apenas um diálogo entre ideias com o outro, mas um diálogo entre pessoas vivas; e uma pessoa viva é sempre algo muito diferente.

Esses monges realmente dialogavam, se aliaram com a parte mais saudável e verdadeira da outra religião, superando os preconceitos da ideologia, aprendendo que o diálogo leva a se conhecer melhor no confronto, e se pode dialogar quando se tem uma identidade, mas uma identidade porosa”. Repole conclui com uma passagem sobre a humildade: “Para dialogar não podemos permitir-nos ser cristãos formais, que fazem coisas herdadas, mas não interiorizadas, nem ler a realidade de forma meramente horizontal. O poder e a força residem na mansidão e na humildade, isso nos permitirá ler os desafios postos pela sociedade”.

Exposição Ritorno a Deir Mar Musa: l'utopia di Padre Paolo Dall'Oglio (Fotos: Ivo Saglietti | Monastero Deir Mar Musa, Siria | Divulgação)

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