Há uma semana que não entra ajuda humanitária em Gaza

Foto: UN News | Ziad Taleb

Mais Lidos

  • “Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

    Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

    LER MAIS
  • Lula em reunião do G-7: "Eu nunca fui de esquerda"

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

15 Mai 2024

Ao mesmo tempo que as operações militares das tropas israelenses se intensificam na cidade de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, e que os deslocamentos forçados da população palestina continuam, completa-se na segunda-feira, 13 de maio, uma semana de paralisação da entrada de ajuda humanitária no território.

A reportagem é publicada por 7Margens, 12-05-2024.

O coordenador de Emergência do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na Faixa de Gaza, Hamish Young, advertia, na última sexta-feira, que a situação iria complicar-se significativamente se as operações humanitárias não fossem retomadas nas 48 horas imediatas. No entanto, até este domingo, não havia notícia de que a situação tenha sido alterada.

No domingo, 12 de maio, o secretário-geral e o responsável pelo departamento dos direitos humanos da ONU frisaram que “a ofensiva de Israel em Rafah tem de ser prevenida a todo o custo”, alertando para as “catastróficas consequências numa zona tão densamente povoada”.

É certo que, na sequência de avisos das tropas invasoras, perto de 300 mil palestinos fugiram da zona leste de Rafah. A questão, porém, que a ONU coloca é a de saber para onde fugir, uma vez que “não há lugar seguro em Gaza”, além de que quem foge já são pessoas “exaustas e famintas, muitas das quais já foram deslocadas diversas vezes”.

Entretanto, António Guterres condenou energicamente vários ataques incendiários que terão ocorrido no fim da semana contra o complexo da agência da ONU para os refugiados palestinos, em Jerusalém Oriental, os quais forçaram a fechar temporariamente os escritórios no local.

“Visar trabalhadores humanitários e recursos humanitários é inaceitável e deve parar”, protestou o secretário geral da ONU, numa publicação na rede X (ex-Twitter), perante atos e repetidas manifestações hostis de habitantes israelenses.

Leia mais