Procurar asilo é um direito humano básico, declaram líderes religiosos

Foto: Julie Ricard | Unsplash

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS
  • “Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

    Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

19 Dezembro 2023

Líderes religiosos do cristianismo, judaísmo, islamismo, budismo e organizações eclesiásticas, que participaram do Fórum Global de Refugiados, dias 13 a 15 de dezembro, em Genebra, comprometeram-se a se unir “em torno de nossos valores, objetivos e atividades comuns” no apoio a refugiados e aos deslocados pelas alterações climáticas em seus países anfitriões.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 Procurar asilo “é um direito humano básico” afirmaram 90 líderes em manifesto, alertando que “atitudes políticas podem criar danos na vida real, marginalizando e desumanizando as pessoas que escapam da guerra, do desastre e perseguição”.

 O direito individual de procurar asilo, denunciaram, está, atualmente, ameaçado em muitos países. “Defenderemos a passagem segura, corredores humanitários e facilitação de vistos humanitários”, diz a declaração. Os signatários também reconhecem a contribuição dos refugiados. “Eles trazem suas habilidades, ambições, coragem e sonos pela paz às suas comunidades através do perdão e da reconciliação”.

 Os líderes religiosos admitem que “embora os nossos compromissos sejam contribuições importantes, há mais necessidades humanitárias do que os recursos humanitários disponíveis para os 36,4 milhões de refugiados em todo o mudo hoje”. Bem por isso, eles prometem apoio coletivo aos refugiados, a partilha de responsabilidade com os que os acolhem, e “trabalhar juntos e inter-religiosamente sempre que possível para melhorar a vida dos refugiados, independentemente de sua nacionalidade, raça, crença religiosa, classe ou opiniões políticas”.

 Assinaram a declaração, entre outros, representantes da Comunhão Anglicana, Comunidade Internacional Baha’I, Patriarcado Ecumênico, Fundação para Ajuda do Protestantismo Reformado, Federação Budista do Japão, Ordem Jogye do Budismo Coreano, Instituição de Caridade Santos dos Últimos Dias, Liga Mundial Muçulmana, Conselho de Rabinos de Nova Iorque, Religiões pela Paz, Conferência dos Bispos da África do Sul, ACNUR, Comitê de Socorro da Igreja Metodista Unida, Conselho Mundial de Igrejas, Aliança Evangélica Mundial, Juventude pela Paz.

Leia mais