Todas as cidades do Amazonas entram em emergência pela seca extrema

Foto: Allan Torres | Flickr

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07 Novembro 2023

Seca extrema e histórica afeta todos os 62 municípios amazonenses, e segundo a Defesa Civil estadual, já são quase 600 mil pessoas afetadas pela estiagem.

A informação é publicada por ClimaInfo, 06-11-2023.

Todas as 62 cidades do Amazonas entraram em estado de emergência devido à seca extrema e histórica que atinge o estado neste ano. A informação é da Defesa Civil estadual e foi divulgada na 4a feira (1/11). Segundo o órgão, quase 600 mil pessoas estão sendo afetadas pela estiagem.

Na semana retrasada, 60 cidades do Amazonas estavam em emergência. No entanto, a situação se agravou, não apenas por causa da estiagem, mas também pelas queimadas. Segundo o novo relatório da Defesa Civil amazonense, os municípios de Presidente Figueiredo e Apuí, que até então estavam em alerta, decretaram situação de emergência, informam g1, TV Cultura, Metrópoles, O Tempo e AM1. E o sofrimento da população não para, mostra a Band.

Apesar disso, segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os rios da Bacia do Amazonas apresentavam tendência de estabilidade. A recuperação dos cursos d’água, porém, deve demorar mais do que o habitual por causa do El Niño, segundo o Estadão.

O rio Negro, em Manaus, manteve-se estável após subir 17 centímetros nos últimos dias e interromper uma série de baixas em seu nível. O Solimões, em Tabatinga, teve pequenas oscilações nos últimos dias e chegou a 1,18 metro, após atingir mínima histórica de 86 centímetros negativos em 11 de outubro.

A baixa dos rios tem impactado diretamente a chegada de insumos para o Polo Industrial de Manaus, lembra o g1. Em um píer flutuante de um terminal de cargas da capital amazonense – onde navios descarregam mercadorias diariamente –, um cargueiro não desembarca há quase 30 dias.

A situação também é delicada no Pará. No oeste do estado, 13 municípios tiveram situação de emergência decretada pelo governo federal, e a seca também levou à adoção de medidas emergenciais na hidrovia do Tapajós. A queda do nível do rio entre o município de Itaituba e o porto de Miritituba fez surgir um grande banco de areia que prejudica a navegação e o escoamento de grãos vindos do Centro-Oeste, destaca o Pará Terra Boa.

E com tantos estragos acumulados, nem mesmo o retorno da chuva é garantia de normalidade em curto e até mesmo médio prazo. Para especialistas ouvidos pelo Metrópoles, os efeitos da estiagem histórica devem ser sentidos por anos.

Em tempo: O governo federal vai pagar um auxílio de R$ 2.640 para pescadores que enfrentam a seca no Norte do Brasil. A medida provisória autorizando o pagamento foi assinada pelo presidente Lula na 4ª feira (1/11). O auxílio será pago em uma única parcela a pescadores artesanais beneficiários do Seguro Defeso e que estão cadastrados em municípios em situação de emergência. No total, 94 municípios de quatro estados – Amazonas, Amapá, Acre e Pará – serão beneficiados, informam O Globo, CNN, g1, Poder 360, Terra, Canal Rural, UOL e Rede Brasil Atual.

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