Seca e fogo na Amazônia podem intensificar queimadas no Pantanal

Foto: Mayke Toscano | Secom MT

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

26 Outubro 2023

Agravamento da crise climática – e, por consequência, dos eventos extremos – e El Niño podem ampliar fogo e seca no bioma, que já sofre com queimadas.

A informação é publicada por Climainfo, 25-10-2023.

O Pantanal é uma região resultante do contato entre dois ou mais biomas fronteiriços. Sem as relações com Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, ele não existiria da forma como é hoje. Ou seja, o que acontece nos biomas vizinhos pode afetar profundamente seu estado.

Por isso, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que a seca extrema que atinge a Amazônia e o aumento de focos de incêndio na região elevam o risco de uma temporada de queimada e seca mais severa para o Pantanal. Os eventos extremos nos dois biomas têm relação direta com o agravamento das mudanças climáticas, combinado com o El Niño, reforçam os cientistas.

Mais seca na Amazônia quer dizer menos chuva, menos águas nos rios e igarapés e, com isso, menor evaporação de água. Logo, Centro-Oeste, onde fica O Pantanal, poderá sofrer mais com a falta de precipitações, já que a umidade atmosférica estará menor.

“Com a diminuição do número de evaporação de água na Amazônia, que traz águas para o Centro-Oeste, com a diminuição das matas ciliares no Cerrado, que é onde nascem os rios que banham O Pantanal, o aumento da seca é inevitável. Vários fatores da ação humana somados estão diminuindo a capacidade de O Pantanal, que depende da água que vem de fora”, explica o biólogo e um dos diretores da ONG SOS Pantanal, Gustavo Figueirôa.

As consequências já são sentidas. Levantamento do INPE mostra aumento de 20% nos focos de incêndio em O Pantanal em outubro, antes mesmo do mês terminar, frente a outubro do ano passado, informa o Campo Grande News. Foram 1.436 registros de queimadas até o fim da semana passada. O fogo já tinha devastado quase 260.000 hectares – mais de duas vezes a área da cidade do Rio de Janeiro –, segundo o g1.

O fogo em o Pantanal atingiu o Parque Estadual Encontro das Águas, que detém a maior concentração de onças-pintadas do mundo. O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso usa aviões para combater as chamas, que se espalham por áreas inacessíveis por terra, relatam Estadão, Terra e Folha. Segundo a corporação, o santuário das onças está sendo monitorado. Por enquanto, não houve registro de morte de felinos.

Leia mais