Sobre o consistório dos cardeais

Consistório de 27 de agosto de 2022. Foto: Paul Haring | CNS

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08 Setembro 2022

 

"Fiquei convencido de que o papa convocou essa reunião para ver se o colégio dos cardeais concorda com a reforma da Cúria e se a apoia, mas também para sugerir esse modelo de reforma às dioceses".

 

O comentário é do cardeal Antonio Marto, bispo emérito de Leiria-Fátima, publicado Settimana News, 07-09-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

O papa, no discurso inicial do consistório que convocou, ilustrou a constituição Praedicate Evangelium a partir das solicitações da Cúria Romana feitas no pré-conclave de 2013 e das várias reformas realizadas por Paulo VI e João Paulo II.

 

Ele lembrou que algumas reformas apresentadas na Constituição já estão sendo gradativamente implementadas. Ele pediu que todos fossem livres para dizer o que pensavam para criticar ou corrigir. As declarações que os cardeais Müller e Brandmüller fizeram (ambos fortemente críticos quanto à condução do encontro) após o consistório não fazem nenhum sentido.

 

Os trabalhos em grupo e as plenárias foram serenas, pacíficas, sem polêmicas e sem grandes novidades. Para mim, a maior novidade foi a reforma econômico-financeira e administrativa apresentada pelo card. Schönborn em uma reunião plenária, com muitos detalhes, relatando um trabalho colossal, pois cada Congregação fazia o que queria e não havia controle nem coordenação.

 

O IOR estava em descrédito. Tinha relações apenas com um banco, o Deutsche Bank, e foi submetido à supervisão do Moneyval (Comitê de Peritos que Supervisiona Contra Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo) da União Europeia. Agora atende a todos os critérios dos bancos da União Europeia e já está em contato com 45 bancos. Na conclusão da exposição de Schönborn houve aplausos gerais.

 

Fiquei convencido de que o papa convocou essa reunião para ver se o colégio dos cardeais concorda com a reforma da Cúria e se a apoia, mas também para sugerir esse modelo de reforma às dioceses.

 

Isso emergiu nos resumos dos trabalhos de vários grupos. A mensagem transmitida ao pontífice pelos cardeais foi: estamos de acordo! Prossiga! Vimos um Papa Francisco satisfeito.

 

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