Reino Unido: Archie Battersbee. Tribunal Superior nega transferência. Bispos ingleses: “cada passo deve ser dado reconhecendo a dignidade intrínseca da pessoa e com compaixão”

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08 Agosto 2022

 

“No momento em que é suspenso o suporte vital” cada passo deve ser dado reconhecendo “a dignidade intrínseca da pessoa criada à imagem e semelhança de Deus”. É importante garantir “um processo de acompanhamento compassivo de Archie e de seus pais neste momento de despedida”. É o que escreve em nota o bispo John Sherrington, auxiliar da Diocese de Westminster e responsável pelas questões de vida da Conferência Episcopal Católica da Inglaterra e do País de Gales.

 

A reportagem é publicada por Agência SIR, 05-08-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

O comunicado foi divulgado após a decisão tomada pelo Supremo Tribunal hoje, 5 de agosto, que decidiu que Archie Battersbee, de 12 anos, não pode ser transferido para um hospice antes que o tratamento que o mantém vivo seja suspenso. "Asseguro aos pais e familiares de Archie Battersbee, bem como a todos que cuidam dele e a todos que se preocupam com o seu bem, minhas orações neste momento doloroso".

 

"Os argumentos recentemente discutidos nos tribunais sobre o tratamento e cuidados contínuos de Archie - observa o bispo - destacam mais uma vez a necessidade de encontrar melhores formas de mediação através das quais pais e profissionais de saúde possam chegar a acordos comuns e evitar processos judiciais complexos.

 

Embora a Igreja Católica reconheça que existem situações em que os cuidados médicos para sustentar a vida não são mais obrigatórios se não houver esperança de recuperação, deveriam ser fornecidos cuidados comuns e tratamento adequado às condições do paciente. Depois de uma longa batalha judicial, o Tribunal Superior de Londres também acaba de rejeitar a última petição apresentada pelos pais para obter, pelo menos, a transferência da criança para um hospice perto de sua casa em Essex e conceder-lhe - nas palavras da mãe Hollie - uma "morte mais digna e pacífica".

 

Epílogo que o juiz responsável negou, aceitando mais uma vez a opinião contrária dos médicos: como a transferência - mesmo curta - teria implicado "riscos significativos" de uma morte fora de controle de Archie, dadas as suas condições "instáveis", e não seria "de seu melhor interesse". Em teoria, os pais ainda podem tentar o caminho da instância de um novo recurso sobre esse ponto específico.

 

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