Rota de migrantes pode ser uma via para a morte

Foto: Coast Guard News | Flickr CC

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Março 2022

 

Material preparatório ao I Fórum Internacional de Revisão de Migração, que terá lugar na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, de 17 a 20 de maio, informa que nos últimos oito anos mais de 47 mil pessoas morreram ao longo de rotas globais de migrantes.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

Esse número pode ser ainda maior. A Rede de Migração das Nações Unidas agrega dados de dezenas de agências que atuam na área. Elas admitem que milhares de pessoas ainda podem se somar ao dado macabro, pois perderem contato com suas famílias e seu paradeiro é desconhecido.

A Rede sinaliza que familiares de pessoas desaparecidas nessas rotas enfrentam, muitas vezes, consequências socioeconômicas, psicológicas, administrativas e legais, gerando angústia, e pode afetar o acesso à propriedade, a heranças e aos direitos parentais ou sociais.

Enfrentar essa dinâmica é responsabilidade de todos os países, incluindo os pontos de origem, trânsito e destino, destaca a Rede. Ela defende que os países devem prever “mecanismos de desembarque claros e previsíveis, que assegurem que os sobreviventes sejam entregues num local seguro, e que todas as crianças recebam cuidados e acolhimento adequados, não carcerários”.

O apelo aos Estados é que respeitem o direito humanitário, “defendendo o direito à vida, à saúde para todos os indivíduos, independente de nacionalidade, origem étnica ou social, gênero, situação de migração”, e a “proibição absoluta de desaparecimento forçado ou detenção arbitrária”.

 

Leia mais