Becciu, Sarah, Stella... O Papa Francisco “purga” os críticos antes de aprovar a Reforma da Cúria

Foto: Joe Shlabotnik | Flickr CC

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Junho 2021

 

Primeiro foi a Congregação dos Santos. Depois, do Culto Divino. Agora, a Congregação do Clero.

Becciu, Sarah, Stella... três dos “bispos” da Igreja anti-Francisco, inseridos dentro da poderosa trama da Cúria Vaticana, se viram, nos últimos meses, sendo removidos de seus assentos. Tiraram seus privilégios, questionaram suas decisões e, em casos extremos (como o de Becciu) tiraram a condição cardinalícia.

A reportagem é de Jesus Bastante, publicada por Religión Digital, 08-06-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Pois o Papa Francisco pisou no acelerador. Tendo em vista a aprovação da Constituição Apostólica que reformará a Cúria Vaticana, e uma vez que a Secretaria de Economia e o APSA centralizam todos os orçamentos (cortaram-se os grifos, inclusive, à Secretaria de Estado), Bergoglio ordenou uma investigação à Congregação para o Clero, que correrá a cargo do bispo de Mondovì, Egidio Miragoli.

O visitador, com plenos poderes, fará uma auditoria profunda na congregação que se encarrega do controle e formação de seminaristas e padres, uma das grandes preocupações do Papa Francisco. Outra delas, a Liturgia, já encontrou solução, com a saída de Robert Sarah e a nomeação de Arthur Roche. No horizonte, a possível supressão do Summorum Pontificum (rito extraordinário).

Muito mais complicada é a situação do cardeal Becciu. Afastado há quase nove meses pelo escândalo de compra de imóveis de luxo com o dinheiro dos pobres e a suposta criação de uma “diplomacia paralela”, nas próximas semanas poderíamos conhecer se, finalmente, o Becciu será julgado. A reforma do Direito Canônico, aprovada na semana passada, abriu a porta para isso. E o Papa, desta vez, sim, abriu a porta das reformas. Não há como retroceder. Apesar dos críticos.

 

Leia mais