A ciranda diplomática de EUA com Índia, China e Rússia na agenda climática

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Abril 2021

 

O enviado especial dos EUA para o clima, John Kerry, visita a Índia nesta semana em seu esforço para reposicionar a Casa Branca no tabuleiro climático internacional pós-Trump e pressionar outros players globais para elevar o grau de ambição de seus compromissos de mitigação sob o Acordo de Paris.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 07-04-2021.

O primeiro desafio de Kerry está em Nova Déli: o governo de Narendra Modi segue ignorando as cobranças internacionais e refuta, ao menos por ora, a possibilidade do país assumir um compromisso de neutralidade do carbono até 2050, em linha com o que vem sendo defendido pela ONU e adotado por outros países nos últimos meses, como Reino Unido, Alemanha, França e China. A Bloomberg apontou os desafios dos EUA na costura diplomática com os indianos: como no caso brasileiro com a Amazônia, Biden busca uma solução diplomática com a Índia, pautada pela colaboração bilateral para impulsionar a ação climática no país asiático. A Reuters destacou o tom colaborativo de Kerry nas conversas com o governo indiano: ele elogiou o país como um “líder mundial” na transição para fontes renováveis de energia e que Nova Déli está “cumprindo seu papel” no que diz respeito à luta contra a mudança do clima.

A passagem de Kerry na Índia também servirá para que EUA e Rússia realizem sua primeira conversa diplomática relativa à questão climática depois da posse de Biden. O diplomata norte-americano se encontrou com o ministro de relações exteriores russo, Sergei Lavrov, em Nova Déli, onde eles discutiram brevemente a preparação para a cúpula climática organizada pelos EUA no próximo dia 22. Um desafio importante de Kerry nas conversas sobre clima é dissociar o tema de outras questões internacionais espinhosas: no caso russo, além das tensões acumuladas nos últimos anos, o recrudescimento do conflito civil na Ucrânia nas últimas semanas coloca novos obstáculos à colaboração política entre os dois países. Essa preocupação também está presente nas conversas com a China, tida como a principal ameaça geopolítica dos EUA. Da mesma forma que com os russos, Kerry está adotando um tom mais cooperativo, ressaltando os interesses mútuos na superação da crise climática e na construção de uma economia pautada pelo carbono zero. CNBC e Reuters abordaram essa questão.

 

Leia mais