Felicitações Liliana

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Bayer escolhe Brasil para estrear complemento a agrotóxico mais polêmico do mundo

    LER MAIS
  • Na semana do Dia das Mães, a pesquisadora explica como o mercado de trabalho penaliza mulheres chefes de família com filhos e sem cônjuge

    Mães solo e os desafios do cotidiano: dificuldades e vulnerabilidades nos espaços públicos. Entrevista especial com Mariene de Queiroz Ramos

    LER MAIS
  • Matemático e filósofo reflete sobre a missão civilizatória das Ciências Humanas diante do desenvolvimento da Inteligência Artificial

    Universidade e o projeto de futuro das Big Techs: pensamento crítico versus inteligência como ‘utility’. Entrevista especial com Walter Carnielli

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Setembro 2020

Quase todas as coisas que aconteceram na vida de Liliana Segre não têm vocabulário para poder descrevê-las. Pode-se gaguejar mais ou menos a casca, mas não a substância amarga e triste. Como se pode contar o gosto das lágrimas e a sensação de lama que chega até os joelhos e de Janine sendo conduzida para a câmara de gás enquanto você nem mesmo se vira para olhá-la e está feliz em seu coração por ter se safado mais uma vez?

O comentário é de Tonio Dell'Ollio, presidente da Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 09-09-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Comemorando com ela seus inesperados noventa anos (10 de setembro de 1930), penso na história do corredor San Vittore cruzado pela última vez antes de chegar à linha 21 e ao trem lacrado para Auschwitz.

Os criminosos que estavam trancados naquelas celas, à passagem daqueles reclusos "culpados de ter nascido", diziam: "Para onde vos levam?", "Não fizeste nada!", "Gostamos de vocês!", "Coragem!" , "Nós vos amamos!", E jogavam pedaços de pão e sobras de comida. O único sinal de consciência, naquela época que transbordava de ódio e indiferença.

Leia mais