Papa Francisco combate a “clericalização do laicato”

Papa Francisco. Foto: Daniel Ibañez | ACI Digital

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10 Outubro 2019

O papa Francisco se pronunciou hoje contra a “clericalização do laicato”, ao pedir a palavra durante a sexta congregação geral do Sínodo dos Bispos, dedicado a Amazônia.

Segundo dito a Religión Digital, por dois dos padres sinodais presentes, o pontífice se referiu a esse tema, o que muitos leram como uma negativa ao avanço dos viri probati.

A reportagem é de Hernán Reyes Alcaide, publicada por Religión Digital, 09-10-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Ademais, durante sua intervenção, Jorge Bergoglio condenou a “violência” que há na região, “especialmente contra mulher e comunidades locais”.

Ao fazer uso da palavra frente aos 180 padres sinodais presentes na sessão vespertina da quarta-feira, o bispo de Roma também dedicou um momento para elogiar o trabalho das congregações religiosas na Amazônia.

Dúvidas sobre os viri probati

De acordo com o resumo entregue diariamente pelo Vaticano, sem identificar os propositores em nome, nem quantidade, o tema dos viri probati esteve presente nas intervenções desta quarta-feira.

“Se afirmou em uma intervenção, que chegaria a enfraquecer a impulso dos padres para ir de um continente e inclusive de uma diocese a outra. De fato, um padre não é “da comunidade”, mas sim “da Igreja” e, como tal, pode ser “para qualquer comunidade’”, informou o comunicado.

Segundo informou depois a assessoria de imprensa da Santa Sé, o pontífice recordou na oração do final do dia as vítimas do ataque a uma sinagoga em Halle, no leste da Alemanha, que provocou a morte de duas pessoas.

Segundo o relatório vaticano, outro dos temas tocados foi “o drama do narcotráfico e suas consequências”, com um repasse de que “em algumas áreas que conformam a região pan-amazônica, o cultivo de coca passou de 12 mil para 23 mil hectares, com efeitos devastadores devido ao aumento da delinquência e a interrupção do equilíbrio natural do território, cada vez mais desertificado”.

“Também a construção de centrais hidrelétricas, que implica no desmatamento de grandes reservas ambientais ricas em biodiversidade, assim como incêndios autorizados que destroem milhões de hectares de terra, tem um impacto muito forte no meio ambiente de algumas regiões, alterando o ecossistema”, se denunciou na Sala Paulo VI.

"A ciência já declarou isso. Estamos indo em direção à destruição total", acrescentou Nobre.

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