Teólogo Seewald: muitas questões sobre a sinodalidade permanecem em aberto

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18 Junho 2026

De acordo com o teólogo muniquense Michael Seewald, muitas questões permanecem sem resposta a respeito da sinodalidade dentro da Igreja Católica. Um aspecto em particular precisa de esclarecimento.

A informação é publicada por katholisch.de, 16-06-2026.

O teólogo Michael Seewald vê muitas questões abertas em torno da sinodalidade na Igreja Católica. Especialmente indefinido seria o nível intermediário entre as conferências episcopais e a Igreja universal, disse Seewald na segunda-feira, em Munique. Na próxima Assembleia Eclesial de 2028, seria necessário "definir teologicamente esse nível sinodal intermediário".

O Papa Francisco havia distinguido três níveis na sinodalidade: o nível das Igrejas locais, o nível da Igreja universal e um nível intermediário entre os dois. Precisamente esse nível intermediário representaria um problema, segundo Seewald. Já no âmbito das conferências episcopais não estava suficientemente claro qual seria sua significação teológica. Com a eventual participação de leigos, o problema se aprofundaria. Nesse ponto, o teólogo enxerga uma possível razão para que a Conferência Sinodal planejada na Alemanha esteja tendo "tão difícil aceitação".

Falta de ancoragem da sinodalidade

A sinodalidade seria importante para a Igreja, sublinhou Seewald. Ela se funda na Igreja como comunidade de todos os batizados, aos quais o Batismo confere direitos e responsabilidades. Até agora, porém, a sinodalidade ainda não estaria tão solidamente ancorada na Igreja quanto a primazia do Papa ou o ministério episcopal.

Seewald expressou o desejo de que a sinodalidade se tornasse parte permanente da ordenação eclesial. Se isso seria possível, contudo, permaneceria em aberto. Seria também possível que a sinodalidade "venha a ser uma concepção eclesiológica introduzida com grande empenho, mas que acabe sendo de curta duração".

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