Haiti. Sete religiosos e religiosas foram sequestrados

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12 Abril 2021

 

Sete religiosos católicos – cinco haitianos e dois franceses – foram sequestrados no domingo no Haiti, disse à AFP o porta-voz da Conferência Episcopal do país caribenho, que enfrenta uma crescente situação de insegurança. O resgate seria de um milhão de dólares.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 12-04-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Os integrantes do grupo, que incluem uma irmã e um padre de origem francesa, foram sequestrados pela manhã em Croix-des-Bouquets, próximo a Porto Príncipe, enquanto “dirigiam-se a uma ordenação sacerdotal”, explicou o padre Loudger Mazile.

Além dos dois religiosos franceses, o grupo compreende uma irmã e quatro padres haitianos.

Afirmou que os sequestradores exigiram um milhão de dólares para o resgate.

 

Extorsão de gangues de rua

A polícia suspeita que uma gangue armada ativa por aquela região, apelidada de “400 Mawozo”, esteja por trás do sequestro, segundo uma fonte. Contatada pela AFP, a embaixada da França ainda não emitiu comentários.

A Conferência de Religiosos do Haiti disse mais tarde em um comunicado que outras três pessoas, familiares de outro padre que não estava entre os sequestrados, também foram raptados.

“A Conferência expressa seu profundo pesar assim como sua repulsa pela situação desumana que estamos atravessando durante mais de uma década”, disse em seu comunicado de imprensa.

“Não passamos um dia sequer sem choro e sem medo, não obstante, enquanto os chamados 'líderes' deste país, que se agarram ao poder, são cada vez mais impotentes”, acrescenta.

Os sequestros extorsivos aumentaram nos últimos meses em Porto Príncipe e no interior do país.

“Isso é demais. Chegou a hora de esses atos desumanos pararem”, disse dom Pierre-André Dumas, bispo de Miragoâne, por telefone no domingo. “A Igreja reza e se solidariza com todas as vítimas deste ato vil”, acrescentou.

 

Estado de alarme, não pela covid-19

Em março, o governo haitiano declarou estado de emergência por um mês em alguns distritos da capital e em uma região do interior para “restaurar a autoridade do Estado” em áreas controladas por gangues.

A medida é motivada pela ação de gangues armadas que “sequestram pessoas em troca de resgate, roubam e saqueiam bens públicos e privados e enfrentam abertamente as forças de segurança pública”, segundo o decreto presidencial.

A violência das gangues e a instabilidade política geraram protestos recentemente nas ruas da capital. Em 3 de abril, várias centenas de mulheres marcharam em Porto Príncipe para denunciar o crescente poder das gangues no território.

O sequestro em troca de resgate atinge os habitantes mais ricos, mas também as pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, que constituem a maioria da população.

O Haiti, o país mais pobre do continente americano, está em uma profunda crise política há vários meses.

O presidente Jovenel Moïse estima que seu mandato terminará em 7 de fevereiro de 2022, enquanto que para a oposição e parte da sociedade civil já o tenha encerrado, em 7 de fevereiro de 2021.

A discordância se deve ao fato de Moïse ter sido eleito em uma eleição anulada por fraude e reeleito um ano depois.

Sem um parlamento em funcionamento, em 2020 o país mergulhou ainda mais na crise e o presidente governa por decretos, alimentando uma crescente desconfiança em sua administração.

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