Cardeal Woelki, de Colônia, alerta que Caminho Sinodal da Igreja alemã pode causar um cisma

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21 Setembro 2020

O cardeal Rainer Maria Woelki, de Colônia, advertiu que o projeto de reforma do Caminho Sinodal poderia levar a uma "igreja nacional alemã".

A reportagem é publicada por National Catholic Reporter, 17-09-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“O pior resultado seria se o Caminho Sinodal levasse a um cisma com a Igreja universal”, disse Woelki à Agência de Notícias Católica da Alemanha, KNA. “Seria a pior coisa se algo como uma igreja nacional alemã fosse criada aqui”.

A KNA relatou que Woelki também elogiou as discussões mais recentes dentro do Caminho Sinodal, realizado em cinco conferências regionais devido à pandemia do coronavírus. Grupos menores de participantes permitiram uma melhor troca de argumentos do que seria possível no planejamento original da Assembleia Sinodal, disse Woelki.

A Igreja Católica na Alemanha lançou o Caminho Sinodal em 2019. Previsto para durar dois anos, está debatendo as questões de poder, moral sexual, existência sacerdotal e o papel das mulheres na igreja. O objetivo é restaurar a confiança perdida no escândalo de abusos do clero.

Mas o cardeal exortou aos participantes para que evitem “esperanças irrealizáveis” em relação à ordenação de mulheres sacerdotes. Isso causaria frustração, disse ele à KNA, porque a questão já foi decidida por João Paulo II.

“Não posso tratar isso como se a questão estivesse em aberto”, disse o cardeal. “Nesse caso, a discussão ocorre fora do ensino da igreja”.

Como Papa, em 1994, João Paulo II reafirmou que a Igreja não tem autoridade para conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e declarou que esse ensino deve ser definitivamente mantido por todos os fiéis.

Woelki criticou o padrão teológico de alguns dos documentos de trabalho preparados para o Caminho Sinodal e disse: “O mundo inteiro está olhando para a igreja na Alemanha e para este Caminho Sinodal agora, então não podemos nos deixar envergonhar teologicamente pela inépcia”.

Ele exortou os teólogos dentro e fora das negociações do Caminho Sinodal a se envolverem mais no debate.

Woelki também expressou a esperança de que o processo tenha sucesso em “iniciar uma verdadeira reforma, que é definitivamente necessária na Igreja”.

Essa reforma, diz ele, deve “corrigir todas as manifestações e realidades que se afastaram da natureza da igreja”. Tratava-se de compreender a igreja não como uma “entidade puramente sociológica”, mas sim de compreender “que é a obra de Deus”. O objetivo de qualquer reforma da Igreja deve ser mover-se em direção a Cristo e sua mensagem, disse ele.

Muitos católicos não sabiam mais “quem é Cristo, o que é a Igreja, não sabem mais o que é um sacramento, o que é a estrutura sacramental da Igreja”, disse o cardeal.

O jornal semanal católico Die Tagespost relatou em 17 de setembro que 53% dos católicos alemães disseram não estar interessados no Caminho Sinodal. A falta de interesse dos alemães como um todo foi maior, 63%, com 11% dizendo que estavam interessados e 17% indecisos.

Mais de 2.000 adultos foram entrevistados para a pesquisa, entre 11 e 14 de setembro.

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