Política, oração e democracia: as perguntas do cardeal Zuppi

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28 Abril 2020

O que é oração? No coração dos fiéis, mas não apenas, surgiu a questão quem sabe quantas vezes nessas sete longas semanas de confinamento sem missas, celebrações e ritos. Um dia, o cardeal Martini respondeu a um homem que lhe perguntou como orar: “Eu oro de maneira muito simples. Apresento a Deus tudo o que vem à mente, tudo o que tenho que fazer, que me cria preocupações, até mesmo as coisas agradáveis e, acima de tudo, as pessoas em que penso. Falo com ele de maneira normal, nem um pouco devota. Na oração, sinto que alguém me apoia e me sustenta, mesmo quando vejo muitos problemas, como as fraquezas da Igreja.

O comentário é de Fabrizio D'Esposito, publicado por Il Fatto Quotidiano, 27-04-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Non siamo soli.
Credere al tempo del Covid-19

Quando eu oro, vejo a luz." O episódio é lembrado pelo cardeal Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha, no ebook gratuito Non siamo soli. Credere al tempo del Covid-19 (Emi, Editrice Missionaria Italiana). O livro, com menos de 40 páginas, reúne as meditações do cardeal na oração noturna do Rosário em várias igrejas em Bolonha, entre março e abril. O arcebispo que já foi pároco de Trastevere em Roma e assistente espiritual da Comunidade de Santo Egídio, captura dois pontos amadurecidos neste tempo solitário de pandemia.

O primeiro, forma outra questão, uma vez superada a emergência: “Seremos pessoas diferentes ou, assim que a tempestade passar, retomaremos as atitudes usuais, o individualismo, as espertezas, as conveniências pessoais, a corrupção, o desinteresse ou o banal ato de enterrar os talentos ocultos em vez de coloca-los a fruto?”.

Da fé à vida cotidiana, que mulheres e homens seremos? Não é só isso. Seremos capazes de nos libertar das instâncias fugazes, das necessidades instantâneas de nossa vida anterior?

Aqui o cardeal cita "emo-cracia", que também afeta a política. É outra passagem para ler: “Os homens também buscam a felicidade na multiplicação de emoções, com distribuidores de emoções como as infinitas possibilidades da internet. Isso, que alguns chamam de emo-cracia, nos arrasta para paixões superficiais, envolventes, mas sem esforço (...), que não descem às profundezas da nossa vida e não se tornam vida verdadeira. (...) Acabam se impondo (...) também na política que às vezes as gera e sofre".

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