Procuradores pedem à Justiça que Ricardo Salles deixe de ser ministro

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • Os povos e a guerra entre potências. Artigo de Raúl Zibechi

    LER MAIS
  • Igreja no Peru pede a Repsol que repare “completamente” o vazamento de petróleo

    LER MAIS
  • Francisco aceita convite da Universidade Loyola de Chicago e da CAL para ouvir jovens migrantes

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


30 Janeiro 2019

O Ministério Público do Estado de São Paulo apelou ao Tribunal de Justiça para que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, seja destituído do cargo. Salles foi condenado em primeira instância por alterar mapas do plano de manejo da APA do Rio Tietê, quando era secretário de Meio Ambiente de São Paulo.

A reportagem é de Daniele Bragança, publicada por O Eco, 28-01-2019.

Na apelação, protocolada no dia 24 de janeiro, os promotores Leandro Henrique Leme e Silvio Marques, do Ministério Público paulista, afirmam que foram cometidas diversas irregularidades na condução do processo de alteração do plano de manejo da APA do Rio Tietê. “Os citados agentes públicos agiram à sorrelfa e com a clara intenção de beneficiar setores econômicos, notadamente a mineração, dentre outros. Foram incluídas “demandas” da FIESP que já haviam sido rejeitadas no momento oportuno”.

Ricardo de Aquino Salles ocupava a posição mais relevante no Sistema Ambiental Paulista e, mesmo assim, pessoalmente determinou a realização de alterações fraudulentas no Plano de Manejo da APAVRT, todas elas desfavoráveis ao meio ambiente. Portanto, imperiosa a cominação ao apelado Ricardo de Aquino Salles também da sanção de perda da função pública, nos termos do artigo 12, III, da Lei n. 8.429/92, reformando-se a r. sentença proferida para tal finalidade”, escreveram os promotores.

Em dezembro, o ministro foi condenado por improbidade administrativa. A sentença foi dada pelo juiz Fausto José Martins Seabra, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo.

Acusação

Em 2017, o Ministério Público denunciou Ricardo Salles. Segundo o MP, Salles favoreceu empresas de mineração e filiadas à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ao alterar mapas de zoneamento do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê (APAVRT) quando era secretário de Meio Ambiente de São Paulo.

Em fevereiro de 2017, os procuradores fizeram uma coletiva para anunciar os resultados das investigações e da denúncia. Salles virou réu logo depois e pediu demissão da Secretaria de Meio ambiente de São Paulo no começo de agosto.

Veja o vídeo da coletiva:

 

Réu e condenado 

O juiz concordou com o processo e condenou Ricardo Salles à suspensão dos direitos políticos por três anos e o pagamento de multa no valor de 200 mil reais. Além disso, Ricardo Salles está proibido de ser contratado pelo Poder Público.

O ministro apelou em segunda instância e conseguiu tomar posse como ministro no dia 01 de janeiro.

Leia mais

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Procuradores pedem à Justiça que Ricardo Salles deixe de ser ministro - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV