28 Julho 2026
O ataque à Parada do Dia de Christopher Street, em Berlim, chocou pessoas em toda a Alemanha. De acordo com o responsável pelos assuntos LGBTQIA+ da Conferência Episcopal Alemã (DBK), a diversidade deve ser preservada com ainda mais firmeza. Igrejas em Berlim prestaram homenagem às vítimas.
A reportagem é publicada por Katholisch, 27-07-2026.
Após o ataque ao Christopher Street Day (CSD) em Berlim, o bispo auxiliar Ludger Schepers, responsável pelos assuntos LGBTQIA+ na Conferência Episcopal Alemã (DBK), considera que a diversidade na sociedade foi profundamente abalada. "Onde a diversidade é atacada, a dignidade humana é ferida", afirmou Schepers em comunicado.
A dignidade inviolável da humanidade foi violada ao extremo neste ataque. "Toda violência contra pessoas contradiz esse princípio e deve ser condenada inequivocamente", continuou Schepers. "Cada ataque que busca separar pessoas nos lembra da importância de preservar essa nossa diversidade com ainda mais determinação." Como representante da Conferência Episcopal Alemã (DBK) para questões LGBTQ+, ele permanece comprometido com uma comunidade acolhedora e a coexistência tolerante entre todos. Seus pensamentos e orações estão com as vítimas e com todos os que foram feridos.
Serviço memorial
Igrejas em Berlim homenagearam as vítimas do ataque em uma missa no domingo e fizeram um apelo à união social. "Não permitiremos que ninguém nos tire a vida queer", disse o bispo protestante de Berlim, Christian Stäblein, na Igreja Protestante de Santa Maria, na Alexanderplatz. "A diversidade vive no coração de Deus, que é amor", acrescentou, exortando os presentes a permanecerem unidos.
Centenas de pessoas compareceram à missa de homenagem na igreja em Berlim-Mitte, incluindo o chanceler Friedrich Merz (CDU), os ministros Alexander Dobrindt (CSU), Katrin Prien (CDU), Stefanie Hubig (SPD), bem como o chefe do Escritório Católico, o prelado Karl Jüsten, e a presidente da Cáritas, Eva Welskop-Deffaa. Representantes de diversas comunidades muçulmanas também estiveram presentes e expressaram sua solidariedade.
O arcebispo de Berlim, Heiner Koch, disse: "Que terrível! Destruir brutalmente uma celebração tão alegre e emocionante." Ele fez um apelo à coesão social. "O ódio não deve vencer."
Associações e iniciativas da Igreja também expressaram suas condolências. A Federação da Juventude Católica Alemã (BDKJ) manifestou sua solidariedade aos afetados e suas famílias. "Nossos pensamentos estão com a comunidade LGBTQIA+, com todos aqueles que desejavam transmitir uma mensagem pacífica e alegre de diversidade, autodeterminação e tolerância, e que agora se deparam com a dor e o medo", declarou a organização em uma publicação nas redes sociais. Solidariedade e união são necessárias, "e não toleraremos ódio ou incitação ao ódio".
Iniciativa LGBTQIA+: "Unidos"
A iniciativa Out in Church fez um apelo à coesão social. "Vamos nos unir para garantir que o ódio, a violência e o desprezo pela humanidade não tenham a última palavra", afirmou a iniciativa voltada para funcionários e membros LGBTQIA+ da Igreja Católica. A visibilidade LGBTQIA+ jamais deve levar ao "medo pela própria segurança".
Durante as comemorações que se seguiram ao desfile do Christopher Street Day (CSD) na noite de sábado, um carro avançou contra a multidão no parque Tiergarten, em Berlim. Uma pessoa morreu e acredita-se que 29 ficaram feridas, algumas gravemente. O suspeito, que se acredita ter ligações com o extremismo islâmico, foi morto na noite de domingo durante uma operação policial em Berlin-Spandau. O CSD de Berlim é um dos maiores da Alemanha, com a participação de centenas de milhares de pessoas a cada ano.
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