Cardeal McElroy: foi por isso que demiti o exorcista-chefe

Foto: Pixabay

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11 Julho 2026

No início de junho, o cardeal Robert McElroy demitiu o exorcista-chefe de Washington. Na época, suspeitou-se que a demissão estivesse relacionada às declarações do padre sobre OVNIs. Agora, McElroy ofereceu uma explicação diferente.

A informação é publicada por katolisch.de, 09-07-2026. 

O cardeal-arcebispo de Washington, Dom Robert McElroy, falou publicamente pela primeira vez sobre a demissão, no início de junho, do exorcista-chefe de sua arquidiocese. Sua decisão de afastar o Pe. Stephen Rossetti de suas funções não teve relação com as opiniões deste sobre OVNIs, mas sim com a maneira como Rossetti desempenhava seu papel como exorcista, disse McElroy ao Catholic News Service.

A demissão não deve ser interpretada como uma avaliação de objetos voadores não identificados ou vida extraterrestre. Em vez disso, diz respeito ao que ele considera o papel apropriado de um exorcista dentro da Igreja Católica, explicou o cardeal. "Meu principal ponto de crítica é que considero o papel tradicional de um exorcista como algo muito privado. É uma tarefa sagrada."

"Serviço privado dentro da vida da Igreja"

Os exorcistas desempenham um ministério que lhes é confiado pelo bispo em casos particularmente graves. Esse ofício deve permanecer focado nessa tarefa pastoral, continuou McElroy. "Acredito que a abordagem mais tradicional de um exorcista seja um ministério privado dentro da vida da Igreja, para ajudar pessoas que estão em crise e parecem estar possuídas por demônios." Para aqueles que realizam exorcismos, esse ministério não deve ir além disso.

Imediatamente após Rossetti ser afastado de suas funções, McElroy declarou que as observações do padre, nas quais ele associava OVNIs à presença demoníaca, bem como seu uso das redes sociais, comprometeriam seriamente o ensinamento preciso da Igreja sobre demônios, diabos e exorcismo.

"A maioria dos avistamentos de OVNIs são, na verdade, demônios."

Rossetti havia afirmado anteriormente que demônios se faziam passar por extraterrestres para enganar os humanos. Embora reconhecesse que não havia nada de errado com a existência de vida em outros planetas, ele próprio não acreditava nisso. "Muitos, senão a maioria, dos avistamentos de OVNIs provavelmente são, na verdade, demônios", disse o padre, que na época também dirigia o Centro São Miguel para Renovação Espiritual na capital dos EUA – um apostolado dedicado a orar com pessoas que sofrem espiritualmente e precisam de cura e libertação. O centro funcionava com a permissão da arquidiocese da capital; no entanto, essa colaboração também terminou no início de junho.

A Igreja Católica entende o exorcismo como uma oração pública e com autoridade em nome de Jesus Cristo. O Catecismo afirma: "O exorcismo tem como objetivo expulsar demônios ou libertar pessoas da influência demoníaca, em virtude da autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja." Somente um sacerdote, com a permissão expressa do bispo, pode realizar um exorcismo maior em casos individuais e exclusivamente de acordo com as normas estabelecidas pela Igreja. Seu procedimento está regulamentado no Rituale Romanum sob o título: "De exorcismis et supplicationibus quibusdam" (Exorcismos e certas súplicas).

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