16 Janeiro 2026
A prisão “injusta” do pastor escocês Angus Cameron, 52 anos, motivou o Instituto Cristão a elaborar uma “Carta aos Pregadores de Rua”, lançada no Parlamento do Reino Unido, que defende a liberdade de expressão e convoca os ministros a pregarem “com responsabilidade” e evitar “comportamentos que possam prejudicar a reputação da pregação de rua”.
A informação é de Edelberto Behs.
“A Carta estabelece os direitos e responsabilidades dos indivíduos que se dedicam à pregação pública ou compartilham suas crenças nas ruas da Inglaterra e do País de Gales. Ela tem por objetivo apoiar aqueles que pregam nas ruas e orientar a polícia e as autoridades locais na defesa da proteção de longa data da liberdade de expressão”, justifica o Instituto.
Aos pregadores, o Instituto recomenda que se conectem com uma igreja local e se inteirem das recomendações emitidas pelo poder municipal. Caso optem por discutir “questões controversas de gênero, orientação sexual e ética sexual”, que o façam com cuidado e no contexto apropriado. “Defendam as afirmações exclusivas de Jesus ao invés de se concentrarem em pregar contra outras religiões”, indica a Carta.
O principal autor da carta, o advogado e chefe do departamento jurídico do Instituto Cristão, Sam Webster, explicou que o documento lembra a polícia e os conselhos locais sobre a liberdade que os pregadores de rua “desfrutam neste país há centenas de anos, mas ao mesmo tempo captura a essência do trabalho, muitas vezes difícil, mas importante, realizado pela polícia e pelas autoridades locais para manter a ordem nas ruas”.
A prisão de Cameron, segundo o Instituto, ocorreu após a polícia receber uma denúncia sem fundamento. Ele foi algemado e revistado publicamente na presença de transeuntes e depois mantido em viatura policial por mais de uma hora. O Instituto comprovou que a polícia não tinha fundamentos para suspeitar que o pregador tivesse cometido qualquer delito. Cameron processou a polícia da Escócia e recebeu uma indenização de 39 mil reais, além de 67 mil reais em custas judiciais, que ele doou ao Instituto Cristão.