05 Janeiro 2026
A pedido da Colômbia, que detém a presidência pro tempore da Celac, foi convocada uma reunião de emergência na qual o Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, pediu aos 33 países membros da organização que "se manifestassem" diante da agressão dos EUA contra seu país. Por fim, a reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada virtualmente, terminou no domingo sem consenso, após a discordância de um bloco de dez países, incluindo a Argentina.
A informação é publicada por Página|12, 05-01-2026.
"Os países da Celac devem se manifestar, porque permanecer em silêncio diante dessa agressão equivale a endossá-la", afirmou Gil na cúpula extraordinária da organização. "A Celac não pode hesitar. Não pode se dividir entre condenações tímidas e silêncio cúmplice", acrescentou, exigindo a libertação "imediata e incondicional" de Nicolás Maduro e Cilia Flores.
O pedido foi apoiado por Gustavo Petro, Luiz Inácio Lula da Silva, Claudia Sheinbaum e Gabriel Boric, mas não houve declaração conjunta. Os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Equador, Daniel Noboa; e de El Salvador, Nayib Bukele, comemoraram o sequestro de Maduro. Em seu discurso, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou a "agressão vil e criminosa" dos Estados Unidos contra instalações civis e militares em Caracas. "Eles estão violando flagrantemente a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e a soberania e integridade territorial do povo venezuelano", declarou.
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