Memória de João XXIII e 60º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II

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11 Outubro 2022

 

São João XXIII passou para a história como o homem comum que surpreendeu o mundo ao lançar a Igreja Católica em um de seus tempos mais transcendentais, convocando o Concílio Ecumênico Vaticano II. Deixou uma marca indelével na igreja e nas páginas da história”, escreve Thomas Rosica, padre basiliano, ex-assistente da Sala de Imprensa da Santa Sé para a língua inglesa. A tradução é do Cepat.

 

Eis o artigo.

 

O dia 11 de outubro de 2022 marca o 60º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II. O Papa João XXIII foi o artífice do Concílio. Em 3 de junho de 1963, festa de Pentecostes, João morreu de câncer de estômago, aos 81 anos, exatamente quando o Concílio Vaticano II estava começando, um Concílio que ele mesmo convocou, cuidou atenciosamente e orou fervorosamente. João foi proclamado Beato pelo Papa João Paulo II, no ano 2000.

 

Um ponto interessante que muitas pessoas não sabem é que o Papa João Paulo II designou o dia 11 de outubro como a festa do Beato Papa João XXIII, e não o dia 3 de junho como o dia de sua morte. João XXIII e o Concílio estão unidos para sempre. O Papa Francisco canonizou João XXIII junto com o Papa João Paulo II, em 2014. Portanto, o dia 11 de outubro é uma boa oportunidade para evocar a memória do Papa João, seu presente, o Concílio Vaticano II, e sua lenda que ainda faz tantas pessoas sorrirem em todo o mundo.

 

Quem foi Roncalli? O que o fez atuar? Vinha de Sotto il Monte, uma cidade do norte da Itália, perto de Bérgamo. Angelo Giuseppe Roncalli vinha de uma família de meeiros, da agricultura, e não era alheio aos rigores e ritmos da vida na terra. A família Roncalli era muito pobre.

 

Quando sua muito piedosa mãe decidiu estimular a vocação de seu filho, foi até os parentes de Roncalli na esperança de encontrar alguma ajuda econômica para o futuro padre da família. Um dia, quando o pequeno Angelo chegou da escola, encontrou sua mãe na mesa da cozinha, chorando. Sobre a mesa havia algumas moedas, que não passavam de quarenta centavos. Teria que se virar com elas com a fé na Divina Providência e o amor de sua grande família (da qual era o quarto de treze filhos). Angelo nunca se esqueceu disso e guardou tudo em sua mente e em seu coração, onde quer que esteve, até no dia em que entrou no conclave que o elegeria para a Sede de Pedro.

 

Em 1958, com quase 77 anos, o cardeal Angelo Giuseppe Roncalli foi eleito Papa, depois da morte do Papa Pio XII. Roncalli escolheu como lema episcopal Obedientia et Pax (Obediência e Paz). Essas três palavras foram a chave para o seminarista, o padre, o bispo, o cardeal e o papa e, o mais importante, para o ser humano sob todos eles.

 

Adotou o nome de João e muitos esperavam que fosse um Papa interino e de transição, mas surpreendeu a Igreja e o mundo com sua energia e espírito reformador. Pouco depois de sua eleição para a Sede de Pedro, João escreveu em seus registros Diário de uma alma: “Agora, mais do que nunca, vejo-me como um humilde e indigno Servo de Deus e Servo dos servos de Deus. O mundo inteiro é minha família”.

 

Em 25 de janeiro de 1959, o Papa João foi à Basílica de São Paulo, em Roma, para a comemoração da Conversão de São Paulo. Após a cerimônia na basílica, anunciou seu desejo de lançar a ideia do Concílio Vaticano II. João sabia, como estudante de história, que as mudanças culturais posteriores à Segunda Guerra Mundial exigiam repensa as práticas da Igreja. João se referiu ao seu desejado Concílio como “um novo Pentecostes”.

 

Seus colaboradores mais próximos não estavam entusiasmados com a ideia de um Concílio Ecumênico e o desestimaram o máximo que puderam. Convocou o Concílio no Natal de 1961. Um funcionário do Vaticano disse ao Papa que seria “absolutamente impossível” abrir o Concílio Vaticano II em 1963. “Bem, vamos abri-lo em 1962”, respondeu. E foi o que fez. É impossível entender o Concílio de hoje sem o histórico discurso de abertura de João, em 11 de outubro de 1962. Neste discurso, o Papa João disse:

 

“No exercício cotidiano de nosso ministério pastoral, às vezes, chegam a nossos ouvidos, ferindo-os, certas insinuações de algumas pessoas que, mesmo em seu zelo ardente, carecem do sentido da discrição e a moderação. Só veem nos tempos modernos prevaricação e ruína. Dizem que nosso tempo, comparado ao passado, piorou, e se comportam como se nada tivessem aprendido da história, que continua sendo mestra da vida, e como se no tempo dos Concílios Ecumênicos precedentes tudo tivesse ocorrido com um triunfo absoluto da doutrina e da vida cristãs, e da justa liberdade da Igreja. Parece-nos justo discordar de tais profetas de calamidades, acostumados a sempre anunciar infaustos acontecimentos, como se o fim dos tempos estivesse iminente. A nossa tarefa não é apenas conservar este precioso tesouro da doutrina, como se estivéssemos obcecados com o passado, mas nos entregarmos com entusiasmo e sem medo à tarefa que este tempo presente nos exige, e nisso seremos fiéis ao que a Igreja fez nos últimos 20 séculos”.

 

Em uma série de sessões de 1962 a 1965, que mais tarde se conheceria como o Concílio Vaticano II, os bispos do mundo procuraram atualizar e renovar [Aggiornamento] a vida da Igreja Católica. Um segundo objetivo relacionado ao Concílio foi “a restauração da unidade entre todos os cristãos” [Ecumenismo]. O Papa João não tinha uma estratégia oficial para a reforma. O que ele queria para o Concílio era diálogo, conversação e um novo olhar dos bispos católicos do mundo para sua Igreja no mundo. João fez questão de convidar muitos observadores não católicos para o Concílio. Mais de 150 observadores não católicos participaram do Concílio.

 

Os decretos do Concílio foram muito além das esperanças e expectativas daqueles diretamente envolvidos na preparação do Concílio. Na Lumen Gentium, Constituição Dogmática sobre a Igreja, a recuperação da doutrina sobre o “sacerdócio comum dos fiéis” (LG 10) permitiu não só revalorizar a importância dos leigos, como também especificar o papel e a missão dos religiosos e religiosas na vida da Igreja. O Concílio Vaticano II representou uma revolução para a vida consagrada. Perfectae Caritatis, o documento do Vaticano II “sobre a adaptação e renovação da vida religiosa”, foi promulgado em 28 de outubro de 1965.

 

O Vaticano II, até o momento o corpo de ensinamento magisterial mais autorizado, declarou claramente que “a Igreja tem apenas um propósito: que venha o Reino de Deus e que a salvação da raça humana seja realizada”. (GS 45). O Concílio articulou de forma clara e bela a natureza dinâmica do Evangelho e da fé cristã na primeira linha da Gaudium et Spes, a Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Atual, com estas memoráveis palavras: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”.

 

Na Declaração do Concílio sobre a Liberdade Religiosa Dignitatis Humanae, que foi um documento muito polêmico naquele momento porque basicamente reverteu as atitudes seculares contra a liberdade religiosa, os Padres do Concílio disseram: “Ainda que na vida do Povo de Deus, que peregrina no meio das vicissitudes da história humana, houve por vezes modos de agir menos conformes e até contrários ao espírito evangélico, a Igreja manteve sempre a doutrina de que ninguém deve ser coagido a abraçar a fé” (DH 12).

 

O Papa enfatizou o diálogo como a missão do Concílio, e uma de suas primeiras ações foi criar o Secretariado Vaticano para a Unidade dos Cristãos. O Decreto do Concílio sobre o Ecumenismo Unitatis Redintegratio recebeu uma esmagadora maioria de votos, apesar de antes ter sido objeto de muitos debates acalorados e consideráveis. Dada a forte linguagem dos séculos anteriores contra o cisma e a heresia, não surpreende que o decreto tenha sido debatido acaloradamente, com muitos relutantes em romper radicalmente com a linguagem tradicional.

 

Ao final, o Decreto aceita que os católicos devem assumir sua parte da culpa pelas divisões entre os cristãos e que os vivos não podem ser culpados pelos pecados de seus antepassados. Fala-se de outros cristãos como “irmãos e irmãs” e se dá ênfase à unidade que já existe. O decreto reconhece, no entanto, que restam obstáculos à plena comunhão e pede aos católicos que façam tudo o que for possível para superá-los.

 

Ao preparar este boletim, descobri uma interessante conexão canadense e basiliana com as discussões que resultaram no decreto Unitatis Redintegratio. Um dos Padres do Vaticano II foi o arcebispo canadense George Flahiff, CSB, nosso ex-superior geral basiliano e arcebispo de Winnipeg. O arcebispo Flahiff participou de todas as sessões do Concílio Vaticano II, participou ativamente das discussões conciliares e foi membro da Comissão pré-conciliar sobre a Vida Religiosa.

 

Flahiff contribuiu para a redação do Perfectae Caritatis, o Decreto do Vaticano II sobre a Renovação da Vida Religiosa. Falou apenas uma vez na assembleia plenária dos bispos reunidos no Concílio, na Basílica de São Pedro. Sua intervenção em 2 de outubro de 1964 abordou um rascunho do documento ou esquema, que levou ao Decreto sobre Ecumenismo do Vaticano II, que seria promulgado pelo Papa Paulo VI pouco mais de dois meses depois, em 21 de novembro de 1964.

 

O discurso do arcebispo Flahiff sobre “o esquema do ecumenismo”, que se tornou o decreto Unitatis Redintegratio, foi notável por sua avaliação do papel purificador das divisões intracristãs. Flahiff lamentou as muitas divisões entre as comunidades eclesiais cristãs e a polarização dentro da própria Igreja Católica. Reconheceu estas realidades como uma incompatibilidade com o reino de Deus. Disse aos bispos reunidos que “os cismas podem lembrar à Igreja que ainda não é tão santa quanto deveria ser e que ainda não é perfeitamente obediente à sua vocação de ser católica”.

 

Flahiff também destacou o papel vital do Espírito Santo nas atividades ecumênicas: “O próprio Espírito de Deus produz os frutos variados que deseja e leva todos os cristãos a uma maior fidelidade à vontade de Deus”. Podemos ver o impacto das palavras do arcebispo Flahiff no Unitatis Redintegratio 4. Sobre as divisões intracristãs e intracatólicas e o papel do Espírito Santo, o decreto estabelece:

 

“Embora a Igreja Católica possua toda a verdade revelada por Deus e todos os meios da graça, os seus membros, contudo, não vivem com todo aquele fervor que seria conveniente. E assim, aos irmãos separados e ao mundo inteiro o rosto da Igreja brilha menos, retardando o crescimento do reino de Deus... As divisões dos cristãos impedem que a Igreja realize a plenitude de catolicidade que lhe é própria naqueles filhos que, embora incorporados pelo batismo, estão separados da sua plena comunhão”.

 

“Também não se deve esquecer que tudo o que o Espírito Santo opera nos corações dos irmãos separados também pode levar à nossa edificação. O que verdadeiramente é cristão não pode se opor de forma alguma aos autênticos bens da fé, pelo contrário, pode sempre fazer com que se alcance mais perfeitamente o próprio mistério de Cristo e da Igreja”.

 

O melhor resumo do Concílio Vaticano II que li provém do falecido historiador jesuíta Pe. John O’Malley, que faleceu recentemente nos Estados Unidos, em setembro deste ano. Em seu livro What Happened at Vatican II [Harvard University Press, 2010 p. 307], O’Malley escreveu que a singularidade da dinâmica do Concílio foi “dos mandatos aos convites, das leis aos ideais, da definição ao mistério, das ameaças à persuasão, da coerção à consciência, do monólogo ao diálogo, do mando ao serviço, do isolamento à integração, da verticalidade à horizontalidade, da exclusão à inclusão, da hostilidade à amizade, da rivalidade à associação, da suspeita à confiança, do estático ao contínuo, das aceitações passivas à participação ativa, da busca de falhas à apreciação, do prescritivo aos princípios, da mudança do comportamento à apropriação interna”.

 

Em 2014 e 2015, passei vários dias no local de nascimento do Papa João, Sotto il Monte, no norte da Itália. Foram experiências maravilhosas e inesquecíveis conhecer os membros da família Roncalli, assim como o muito lúcido e enérgico secretário pessoal do Papa João, Loris Capovilla, que estava com 99 anos naquele momento! Capovilla tinha acabado de ser nomeado cardeal pelo Papa Francisco, antes da minha visita com a nossa equipa de televisão Salt and Light.

 

 

Durante a minha entrevista com o cardeal Capovilla, em 2015, ele destacou como em vez de cultivar a nostalgia pelo seu ex-chefe, agora santo, temos de olhar para o futuro. O Papa João sempre olhou para o futuro. Capovilla usou as próprias palavras de João, em uma entrevista pessoal muito emocionante.

 

O cardeal idoso recém-criado me disse: “Não somos guardiões de um santuário, um relicário ou um museu. Somos chamados a cultivar um jardim onde seja plantada a semente do Verbo Encarnado, em um esforço para propiciar o Advento de um Novo Pentecostes, uma nova Páscoa, uma nova Primavera. Não apenas pela nossa felicidade pessoal, mas pela felicidade de toda a humanidade. É uma longa viagem, estamos longe de nosso destino final, que não está lá simplesmente para salvaguardar, mas para compartilhar com as pessoas do mundo”.

 

O cardeal Capovilla também me revelou a história dos bastidores do lendário Discurso da Lua do Papa João, na noite de 11 de outubro de 1962, a noite de abertura do Concílio Vaticano II. Naquela noite, o ancião e enfermo Papa estava exausto, após as importantes cerimônias de abertura naquele mesmo dia. Seu corpo estava cheio de câncer. Tinha ido cedo para a cama, naquela noite quente de outubro, e deixado abertas as janelas do apartamento papal, no piso superior do Palácio Apostólico.

 

Capovilla disse-me que João ouviu a canção de várias centenas de milhares de jovens que, carregando tochas, tinham chegado à Praça de São Pedro provenientes de várias partes de Roma. Foi uma Jornada Mundial da Juventude espontânea, muito antes do início de eventos tão importantes! Os jovens acorreram à praça porque suas paróquias os animaram a celebrar o que iniciou naquela manhã.

 

O Papa João disse ao seu padre secretário: “Devo saudá-los e falar com eles!”. Capovilla disse-lhe: “Santo Padre, o senhor está cansado. Não tem nada preparado para dizer a eles. É melhor que o senhor simplesmente descanse! Foi um longo dia!”. João se levantou da cama e surgiu em sua janela como resposta às manifestações vindas de uma multidão estimada em várias centenas de milhares de jovens, reunidos na Praça de São Pedro.

 

O Papa pediu um microfone. Agora, seu discurso improvisado na janela, naquela noite, faz parte das lendas de Roma. Com voz aguda, o pontífice enfermo disse: “Queridos filhos, ouço suas vozes”. Com uma linguagem mais simples, falou de suas esperanças para o Concílio. Destacou que “a lua, lá em cima, estava observando o espetáculo”.

 

“Minha voz está isolada”, disse, “mas ecoa da voz do mundo todo. Com efeito, aqui, o mundo todo está representado. Concluiu: “Quando voltarem para casa, encontrarão seus filhos. Deem um abraço neles e digam: este é um abraço do Papa. Encontrarão algumas lágrimas que precisam ser enxugadas: digam uma boa palavra: O Papa está conosco, especialmente nos momentos de tristeza e amargura”. E então, todos juntos, vamos nos animar: cantando, respirando, chorando, mas sempre cheios de fé em Cristo que nos ajuda e nos ouve, sigamos nosso caminho”.

 

Naquela primeira noite do Concílio Vaticano II, havia iniciado uma nova era para a Igreja, uma era que continua dando frutos até hoje. Apesar de todas as palavras, palavras, palavras, palavras e textos elevados que entraram no Concílio, o encontro histórico de jovens, na noite de 11 de outubro de 1962, esteve impregnado pela profunda e emocionante humanidade de seu autor e arquiteto.

 

No final da minha entrevista com ele, o cardeal Capovilla me disse que perguntaram ao Papa João por que tinha convocado o Concílio. O Papa respondeu: “Para tornar menos triste a permanência humana na terra”. Então, Capovilla disse: “O Papa não só criou um novo caminho ou lançou um foguete no cosmos. Criou uma abertura no denso muro de divisão e luta. O Espírito passou por essa abertura. Agora, sei que a Palavra de Deus será cumprida”. Ao sair de seu escritório, Capovilla me disse: “quatro palavras são suficientes para descrever o Papa João: dois olhos, um sorriso, inocência e bondade”.

 

Em seu leito de morte, em inícios de junho de 1963, o Papa João disse: “Não é que o Evangelho tenha mudado. É que começamos a entendê-lo melhor. Aqueles que viveram tanto quanto eu... puderam comparar diferentes culturas e tradições e saber que chegou o momento de discernir os sinais dos tempos, de aproveitar a oportunidade e de olhar para frente”.

 

Angelo Giuseppe Roncalli foi um ser humano mais preocupado com sua fidelidade do que com sua imagem, mais preocupado com seu entorno do que com seus próprios desejos. Com um calor humano e uma visão contagiantes, ressaltou a relevância da Igreja em uma sociedade que muda rapidamente e tornou evidentes as verdades mais profundas da Igreja no mundo moderno. São João XXIII passou para a história como o homem comum que surpreendeu o mundo ao lançar a Igreja Católica em um de seus tempos mais transcendentais, convocando o Concílio Ecumênico Vaticano II. Deixou uma marca indelével na igreja e nas páginas da história.

 

O filósofo George Santayana escreveu: “Aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repeti-lo”. Por isso, recordar este grande patriarca e líder, e o 60º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, não é apenas um prazer, é uma necessidade. Enquanto lembramos de João XXIII em sua festa e contemplamos sua visão audaciosa para a Igreja e para a humanidade, rezemos todos os dias por sua intercessão pelo Papa Francisco, pela Igreja e especialmente pela Congregação de São Basílio, quando celebramos nossos 200 anos de existência.

 

Roguemos a São João XXIII e ao nosso coirmão, o cardeal George Flahiff, agora reunido com o “bom Papa João”, que intercedam por nós. Por todas as nobres palavras, documentos e textos que brotaram do histórico encontro mundial que foi o Vaticano II, oremos para que primeiro se infundam com a humanidade profunda e tocante de João XXIII, que retirou a Igreja de sua letargia histórica e eclesial. Letargia, em um momento em que ninguém realmente esperava.

 

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