Inquietude, incompletude e imaginação. Os desafios da fraternidade no tempo presente. Entrevista especial com Andrea Grillo

“Se em nível de fé cristã somos tão diferentes, o que não seremos em termos de planos políticos, éticos, em planos de Estado, nas relações econômicas?”, questiona o filósofo e teólogo italiano

Foto: Loey Felipe | ONU

Por: João Vitor Santos | Edição: Patricia Fachin | 16 Mai 2022



O ensinamento de Jesus aos discípulos, "amem os seus inimigos", "é uma das mais difíceis verdades do Evangelho", disse o filósofo e teólogo italiano Andrea Grillo ao responder às questões que lhe foram endereçadas após a conferência "Fraternidade e fratricídio no tempo presente", ministrada virtualmente no Instituto Humanitas Unisinos - IHU na última quarta-feira, 11-05-2022. "Mas, se renunciamos a ela", acrescentou, "renunciamos à fé". Aludindo à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, observou, "se não tivermos esperanças de que os russos e os ucranianos sejam irmãos, não teremos paz".



Na conferência, que integra o "Ciclo de Estudos Decálogo sobre o fim do mundo", Grillo refletiu sobre a fraternidade em sua dimensão cristã como uma concepção necessária para a promoção da paz e advertiu sobre uma das incapacidades da nossa era, a de fazer distinções. A falta de distinções na análise da realidade não só impede a fraternidade, como dissemina mecanismos bélicos, como o que é observado na guerra. "O mecanismo bélico é este: se um russo dispara contra um ucraniano, a vítima tende a identificar o soltado russo ou Putin como sendo todos os russos. Ou seja, não se distingue mais. A fraternidade, ao contrário, distingue entre aquele que toma a decisão, e um povo que sofre as decisões de seu chefe, como os ucranianos estão sofrendo. Mas fazer as distinções em relação ao 'poder' é o primeiro modo de entender a possibilidade da fraternidade entre Ucrânia e Rússia, além dos conflitos importantes e trágicos que estamos vivendo".



Grillo também refletiu sobre a necessidade de uma "política para a fraternidade" e "uma fraternidade na política". A conjunção dessas duas instâncias, argumentou, "é um recurso da fé". Ele explica e insiste: "Se russos e ucranianos foram batizados e vivem a paz, não podem esquecer a verdade disto: as formas de um conflito e a verdade profunda da ligação fraterna de o inimigo amar o próprio inimigo". A fraternidade, sublinha, "tem em si uma exigência de transcendência. O que a torna diferente e frágil às vezes pode ser o mais potente". Nesse sentido, esclarece, há uma distinção a ser feita em relação à fraternidade natural e à fraternidade religiosa.

 

"A fraternidade religiosa tem uma vocação radical à paz porque suporta e sustenta a diferença. Na fraternidade natural, os irmãos pensam que há lugar somente para si e os seus, enquanto na fraternidade religiosa há lugar para todos. Tanto que a fé religiosa cristã diz: podemos ser irmãos porque Deus reserva um lugar para todos; não se faz diferença de pessoas, nas palavras de São Pedro. Então, se é assim, se instaura a liberdade e a igualdade em uma lógica fraterna, onde a lógica fraterna quer dizer aceitar pacificamente a diversidade do outro não como uma ameaça para a minha liberdade."



A seguir, publicamos as perguntas respondidas por Grillo após a conferência. O texto da palestra foi publicado no sítio do Instituto Humanitas Unisinos - IHU e está disponível aqui, e o vídeo da conferência aqui.

 

Prof. Dr. Andrea Grillo (Foto: Foto: Susana Rocca | IHU)



Andrea Grillo, especialista em liturgia e pastoral, é doutor em Teologia pelo Instituto de Liturgia Pastoral, de Pádua. Atualmente, leciona no Pontifício Ateneu Santo Anselmo, de Roma, no Instituto Teológico Marchigiano, de Ancona, e no Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, de Pádua. Também é membro da Associação Teológica Italiana e da Associação dos Professores de Liturgia da Itália.



Confira a entrevista.

 

IHU – O senhor fala de ser “irmão em Cristo” como o reconhecimento de si e a misericórdia com o outro. Como realizar isso quando, muitas vezes, somos forjados e ensinados dentro da ideia de que ser irmão em Cristo é apenas sermos iguais? Que implicações o apagamento de nós mesmos e do outro pode trazer em relação à fraternidade?

 

Andrea Grillo – Nós discutimos com a tradição cristã e tendemos a pensar também na fraternidade como um modelo que o mundo moderno ofereceu: um modelo que nasce interessado não só na liberdade, igualdade e fraternidade, mas tem a consciência do diverso e do diferente. É um temperamento de absoluta diferença da liberdade e da igualdade porque estas, de qualquer forma, introduzem uma questão que nós precisamos organizar. Sermos todos irmãos em Cristo não quer dizer “sermos todos iguais” e, sim, “sermos todos diferentes”. Isso corresponde a uma dupla iniciação: não iniciamos somente no batismo, mas também na crisma, na qual dizemos que somos todos diferentes. Na tradição cristã, estar em Cristo na sua plenitude, batizado, significa que depois, na morte, somos todos iguais. Por isso, a fraternidade coloca ao mesmo tempo uma base comum e uma diferença, que a Igreja precisa, na comunhão eucarística, feita pela consciência complexa de sermos todos radicalmente iguais e sermos todos radicalmente diferentes em Cristo.

 

 

IHU – De que forma os líderes religiosos das principais religiões do mundo poderiam agir em prol da tarefa da fraternidade e contribuir para a diminuição das guerras?

 

Andrea Grillo – Este é um problema histórico. Nós não descobrimos hoje que as grandes fés nem sempre trabalham para a paz. Antes de falar dos outros, vamos falar de nós mesmos, da nossa tradição, que fez muitas guerras injustificadas. Nos surpreende que hoje tenhamos grandes líderes religiosos que não falam das vítimas, mas dos direitos dos povos. Esse é um elemento a ser denunciado. Um grande chefe religioso não pode se identificar com um desenho político. Esse é um erro pelo qual se paga muito caro. Os grandes líderes religiosos devem anunciar a reconciliação e não justificar guerras, guerras agressivas, nem certamente a defesa do sujeito. Colocar-se contra os povos não é tarefa das fés. As fés devem descobrir povos diferentes como irmãos. Essa é a função da fé cristã. Quando se contradiz essa vocação à paz, se entra em contradição com a fé, se responde à lógica do poder, da afirmação, e não à lógica da graça.

 

Fraternidade e fratricídio no tempo presente

 

 

IHU – O senhor diz que na guerra a fraternidade não serve de mediação. Que lugar a fraternidade deve ocupar na construção da paz?

 

Andrea Grillo – Podemos dizer assim: a mediação interna dentro de um conflito, antes que se inicie uma guerra e depois dela, pode ser conduzida por nobres intenções de igualdade e isso tem um resultado de caráter legal, jurídico, de vínculos etc. No momento em que começa um conflito que opõe dois povos, Rússia e Ucrânia, por exemplo, não se pode identificar o governo e o exército como sendo o povo. O mecanismo bélico é este: se um russo dispara contra um ucraniano, a vítima tende a identificar o soltado russo ou Putin como sendo todos os russos. Ou seja, não se distingue mais.

 

A fraternidade, ao contrário, distingue entre aquele que toma a decisão, e um povo que sofre as decisões de seu chefe, como os ucranianos estão sofrendo. Mas fazer as distinções em relação ao “poder” é o primeiro modo de entender a possibilidade da fraternidade entre Ucrânia e Rússia, além dos conflitos importantes e trágicos que estamos vivendo. Por isso este é um recurso da fé. Se russos e ucranianos foram batizados e vivem a paz, não podem esquecer a verdade disto: as formas de um conflito e a verdade profunda da ligação fraterna de o inimigo amar o próprio inimigo. Essa é uma das mais difíceis verdades do Evangelho. Mas, se renunciamos a ela, renunciamos à fé. Se não tivermos esperanças de que os russos e os ucranianos sejam irmãos, não teremos paz.

 

“Fratelli coltelli”: fraternidade e fratricídio no tempo presente. Artigo de Andrea Grillo

 

 

IHU – As três divisas da Revolução Francesa não mantêm um caráter de violência? Forçar a fraternidade, impor a igualdade e suprimir a liberdade não implica em violência?

 

Andrea Grillo – Sim, as relações entre liberdade, igualdade e fraternidade são muito complicadas. Mas a fraternidade coloca-se de acordo com o conflito. Às vezes nos esquecemos que igualdade e liberdade são contraditórias. Isto é, não podemos ser todos livres e iguais. Vemos bem essa divisão. Um mundo que se pensa todo livre e igual é um mundo que torna impossível a fraternidade porque somente as pessoas livres são todas iguais e diferentes. Mas os humanos são relativamente diversos e relativamente iguais e podem ser irmãos. Nesse sentido, a fraternidade é a mais importante das três porque não se coloca legitimamente, mas afetivamente, naturalmente e religiosamente.



Não podemos deixar de lado o potencial da violência e da fraternidade, mas as formas naturais, familiares, são violentas. A fraternidade religiosa tem uma vocação radical à paz porque suporta e sustenta a diferença. Na fraternidade natural, os irmãos pensam que há lugar somente para si e os seus, enquanto na fraternidade religiosa há lugar para todos. Tanto que a fé religiosa cristã diz: podemos ser irmãos porque Deus reserva um lugar para todos; não se faz diferença de pessoas, nas palavras de São Pedro. Então, se é assim, se instaura a liberdade e a igualdade em uma lógica fraterna, onde a lógica fraterna quer dizer aceitar pacificamente a diversidade do outro não como uma ameaça para a minha liberdade.

 

 

IHU – Pode haver fraternidade se nem todos somos livres?

 

Andrea Grillo – Podemos pensar em nós como livres e iguais de modo abstrato. Mas, para sermos irmãos, é necessário, concretamente, determinar-se em atos e palavras de fraternidade e esta é a diferença através da qual podemos dizer que liberdade e igualdade se deixam formalizar mais e, por isso, podemos gerenciá-las de forma autônoma, enquanto com a fraternidade é necessário ter o cuidado apaixonado que a tradição religiosa traz consigo. Digamos que [a fraternidade] não se alimenta de forma somente; é preciso a transcendência em relação ao uso da forma da liberdade e da igualdade. A fraternidade tem em si uma exigência de transcendência. O que a torna diferente e frágil às vezes pode ser o mais potente.




IHU – Por que, na realidade paroquial do Brasil, parece não haver um reconhecimento do clero e dos formadores sobre a potência da Carta Encíclica Fratelli Tutti? Por que a fraternidade não é trabalhada desde a base?

 

Andrea Grillo – Pode ser que o empenho da tradição eclesiástica, depois do Concílio – para não voltar muito no tempo – e no percurso posterior ao Concílio, se empenhou e se esforçou mais sobre a liberdade e a igualdade, o que é um fato positivo. Não podemos esquecer que na Igreja as palavras mais embaraçosas são liberdade e igualdade, porque lá temos desigualdades e falta de liberdade.



Nesse sentido, parece que a fraternidade na Igreja não é um problema porque os verdadeiros problemas são a igualdade e a liberdade. Não podemos esquecer das lutas que tivemos para poder falar de liberdade e igualdade na Igreja, mas hoje o maior desafio é fazer com que a fraternidade seja compatível à igualdade e à liberdade. Francisco traz isso. E esta é a novidade, porque Francisco trabalha um modo novo em relação ao que a Igreja já fez com a passagem à liberdade e à igualdade. Agora, deve-se redescobrir a vocação à fraternidade, que não é uma alternativa à liberdade e à igualdade, mas algo capaz de trazer sentido ao homem e à mulher, todos livres e todos iguais, salvaguardando a diferença da igualdade e de si própria, porque a fraternidade é exatamente isso.

 

 

IHU – O senhor trata de uma política para a fraternidade. A ideia de fraternidade não está apartada da política? Não seria necessário, além de uma política para a fraternidade, uma fraternidade na política?

 

Andrea Grillo – Sim, nós precisamos disso e a guerra nos mostra que – estou fazendo referência ao ato bíblico e às observações dos estudiosos – um dos lugares de custódia da fraternidade é o exercício da palavra, de uma palavra fraterna. Mas a tradição política cuida da palavra fraterna de uma forma particular, que se chama diplomacia.



Existindo a guerra, pode-se, sim, falar, mas se os embaixadores não estiverem em condições, não teremos mais recursos. As palavras que os chefes de Estado usam são muito pesadas e, nos últimos meses, ouvimos palavras sem nenhuma diplomacia. Isso é o sinal de uma política incapaz de alimentar a fraternidade. Os presidentes das nações não podem insultar as pessoas, usar certas palavras, porque isso faz com que se perca o nível de onde é possível falar. Essa é a antiga regra dos Estados que hoje estamos correndo o risco de perder. Existe um conteúdo fraterno na política que consiste em usar a linguagem de um modo que não seja impossível recuperar as relações. Neste momento, por ora, o papa foi o único lúcido, porque quase todos usaram uma linguagem inadequada para a política. Um militar ou um homem do povo pode dizer tudo, certamente, mas quem é representante deve usar a linguagem adequada, dizer a verdade em relação às coisas, sem transgredir a lógica da linguagem fraterna porque às vezes a diplomacia parece a coisa mais fácil, mas é preciso cuidar da parte da verdade.

 

Papa Francisco: a guerra é uma loucura!

 

 

IHU – A modernidade fundou-se sobre o ideal de liberdade, igualdade e fraternidade. No entanto, ao mesmo tempo, países mantinham colônias de escravos na África, na América e no Caribe. Diante desse quadro, é possível a fraternidade surgir desde a Europa, considerando esse passado colonial? A Europa já superou esse passado colonial? Já vivemos plenamente o decolonialismo?

 

Andrea Grillo – Aqui, certamente, temos uma herança complexa, como demonstram os historiadores. Podemos pensar que, desde o início, as três palavras-chave da Revolução Francesa, liberdade, igualdade e fraternidade, tinham o significado que hoje conhecemos, mas fraternidade não tem, pelo menos desde a Revolução Francesa até os anos 30 ou 40, o mesmo significado. Significava fraternidade francesa branca, ou seja, os franceses e os brancos. É fato que um dos defeitos da Revolução Francesa da elite é que os franceses não são irmãos porque o restante é escravo. Isto é, a experiência de uma fraternidade universal não veio da Revolução Francesa; aquela foi uma universalidade reduzida aos franceses e, é claro, é um princípio nacionalista. Isto porque ela nasce de uma Europa marcada por uma relação de superioridade em relação à África, à América, à Ásia etc.

 

 

Fraternidade em sentido profético

 

Uma palavra profética neste ponto de vista foi dada pelos termos que marcaram o tempo de João XXIII. No seu último ano de vida, ele introduziu a dignidade depovo”, que é o sinal dos tempos dos anos 1960. Nos anos 1960, começamos a elaborar, de forma evidente e forte, um desafio para pensar os direitos e deveres das relações diplomáticas, econômicas. Isso iniciou e tomou suas formas de autonomia nacional, nas quais existem as relações econômicas. Alguns anos atrás, França, Inglaterra e EUA exercitaram em grande parte no resto do mundo um peso econômico que de fato limita a liberdade, a igualdade e reduz a fraternidade. Isso é evidente. Hoje, nós vemos que a guerra da Rússia e da Ucrânia é um dos aspectos de um mundo desequilibrado que, quando explode, gera o desastre que tem, não somente na capacidade da fraternidade, mas na alteração da liberdade e da igualdade, as suas raízes mais fortes e pesadas. A Europa precisa de um exame crítico da sua própria história e de uma colocação real e verdadeira em relação aos outros continentes. Essas relações são alteradas, ainda hoje, sobretudo sobre as diferenças econômicas.

 

 

IHU – Se na Europa, entre cristãos, ainda há tantas diferenças, como superá-las também entre os diferentes, entre cristãos e membros de outras religiões e de outras perspectivas políticas?

 

Andrea Grillo – A guerra fez com que eclodisse o fato de não nos entendermos entre cristãos que tiveram uma tradição ligada à revolução americana, francesa, e tradição cristã, e os que não conheceram a Revolução Francesa, mas reconheceram a Rússia e elaboraram, diversamente, os conceitos dos quais eu falei hoje. A tríade da Revolução Francesa entrou na Igreja italiana, por exemplo. No mundo ortodoxo, não sei. Ele vive essa realidade com categorias muito diferentes das nossas, o que incide no modo de ler o Evangelho, de ler a Páscoa, de ler a quaresma. Isso nós vimos nos últimos meses, em que estamos nos encontrando e interpretando de forma diversa. Quando temos isso, é necessário armar-se de paciência, não se desesperar e tentar se entender. Ao mesmo tempo, essa não é uma boa premissa para as fés dos povos, porque se as fés são diferentes, estão em conflito. Se em nível de fé cristã somos tão diferentes, o que não seremos em termos de planos políticos, éticos, em planos de Estado, nas relações econômicas?

 

 

Nós não pensamos que o único ponto da história seja a economia, mas pensamos também que ela tem a sua importância. Se não conseguirmos nos entender no plano do Evangelho comum, como será difícil nos entendermos no plano econômico, como será fácil não nos darmos conta das vítimas. Um pastor no templo que vê somente os mortos nos seus povos e não aqueles que recém nasceram é um escândalo, um desenvagelho, a morte da relação cristã. Estamos revendo nesses dias coisas que pensávamos que tivessem terminado há 70 anos. Isso é preocupante para a tradição cristã e para a credibilidade do Evangelho em relação aos ortodoxos, católicos etc. Não é que aqui alguém possa ter grandes características e qualidades. Somos todos impotentes, não temos nenhum efeito neste momento. Mas sabemos que saber dizer a palavra verdadeira no momento justo tem uma força extraordinária no mundo para gerar o governo, os vínculos de paz, e antecipar todas essas questões.

 

 

IHU – Qual sua palavra de esperança para a construção da fraternidade?

 

Andrea Grillo – Eu gostaria de dizer, concluindo, que o fato de o Papa Francisco ter uma capacidade quase profética de antecipar os tempos ao ter escrito um texto importante como a Carta Encíclica Fratelli Tutti – porque um pouco mais de um ano depois, exatamente na Europa, tivemos a eclosão de uma guerra tremenda – não é um elemento de desesperança, mas é a tradição cristã na sua versão católica – e também em outras secundárias, em relação a essa ligada à Constantinopla, ao mundo Russo, à protestante – que pode entender o desafio dos tempos. Necessitamos um trabalho pastoral e também um trabalho mais lógico, no qual é necessário colocar as melhores energias para conseguir sair deste desastre e destruição. Temos que chegar na melhor tradição para poder imaginar o futuro de forma nova.

 

Aqui, cito uma palavra muito bela do Papa Francisco:

Para sermos profetas é necessário fazer três coisas: sermos inquietos e cultivar a inquietude, ser capaz de reconhecer-se como incompletos e termos capacidade de imaginação”.

 

Eu quero dizer que para ser irmãos temos que ter capacidade de inquietude e de incompletude. Nós temos que pensar e imaginar a partir das nossas incompetências e inquietudes e isso é anunciar o Evangelho hoje dentro dos grandes desafios do nosso tempo na Europa, os quais também são graves na África, na América Latina, na Ásia.

 

A guerra faz com que abramos os olhos e aumentemos as lentes para enxergar as negações da fraternidade em todo o mundo. Por isso é necessário que tenhamos uma liturgia cristã, uma forma de doutrina da fé à altura dos nossos tempos.

 

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