Papa Francisco critica a Itália: “Gastar em armas é uma loucura”

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28 Março 2022

 

O Papa define literalmente como "loucura". E ele aumenta a dose, dizendo que ficou "envergonhado" quando soube que alguns países "se comprometeram a gastar 2% do PIB na compra de armas" como resposta ao que está acontecendo na Ucrânia. Francisco lança seu alerta depois que a Alemanha comunicou a meta de 2% para a defesa e a Itália também parece alinhada nessa direção. Assim como a Bélgica, a Áustria, os países bálticos, a Finlândia. E enquanto na cúpula da OTAN em Bruxelas a questão do aumento dos orçamentos militares está na agenda.

 

A reportagem é de Domenico Agasso, publicada por La Stampa, 25-03-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Durante a audiência no Centro feminino italiano, o Pontífice indicou que a "verdadeira" resposta a ser implementada não são outras armas, "outras sanções, outras alianças político-militares, mas outra abordagem, uma forma diferente de governar o mundo agora globalizado - não mostrando os dentes, como agora - uma forma diferente de estabelecer relações internacionais”. Para o Bispo de Roma é "já evidente que a boa política não pode vir da cultura do poder entendido como dominação e opressão", mas apenas de uma "cultura do cuidado, da pessoa e da sua dignidade e da nossa casa comum". Isso é demonstrado, “infelizmente negativamente, pela vergonhosa guerra a que estamos assistindo”.

 

O modelo do "cuidado já está sendo aplicado, graças a Deus, mas infelizmente ainda está sujeito ao do poder econômico-tecnocrático-militar".

 

Há anos Bergoglio defende que as armas não podem continuar a ser fabricadas e traficadas tirando recursos que poderiam ser úteis para salvar vidas de várias maneiras; e há dias vem reiterando veementemente a necessidade de não se focar em mais bombas e mísseis para enfrentar a crise provocada pela invasão russa no Leste europeu.

 

O bispo de Roma qualifica como "insuportável" o que está acontecendo em Kiev, "resultado da velha lógica do poder que ainda domina a chamada geopolítica". A história dos últimos setenta anos “o demonstra: nunca faltaram guerras regionais; é por isso que eu disse que estávamos na terceira guerra mundial em pedaços, um pouco em toda parte”. Até chegar a "esta, que tem uma dimensão maior e ameaça o mundo inteiro". Francisco não tem dúvidas: “O problema básico é o mesmo: continua-se a governar o mundo como um 'tabuleiro de xadrez', onde os poderosos estudam as jogadas para estender o domínio às custas dos outros”.

 

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