Padres na Itália: sobe a idade média, quase um em cada dez é estrangeiro

Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Mais Lidos

  • Reformas essenciais necessárias em nossa Igreja hoje. Documento da Catholic Church Reform International

    LER MAIS
  • Os dois santos que me salvaram da escrupulosidade

    LER MAIS
  • A grande guerra contemporânea e a diplomacia vaticana. Entrevista com Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


11 Novembro 2021

 

 

Reunidos todos num mesmo lugar, os sacerdotes diocesanos italianos lotariam o estádio Via del Mare, de Lecce. De fato, em 2020, o número total de sacerdotes é de 31.793. Eram 38.209 em 1990: o declínio, em 30 anos, foi de 16,5% com 6.416 sacerdotes a menos, mas só nos últimos dez anos o clero diminuiu 11%. Declínio que, como também destacado pelo levantamento sobre os seminaristas, foi compensado pela entrada na Itália de um número crescente de sacerdotes estrangeiros ao serviço das dioceses italianas. Especificamente, um aumento de mais de dez vezes: passou de 204 em 1990 para 2.631 em 2020. Em relação com a população em geral, se em 2000 apenas 3,4% dos padres eram estrangeiros, em 2010 a percentagem subiu para 6,6% e em 2020 atingiu 8,3%. Entre os sacerdotes apenas italianos, portanto, houve uma redução de 19,8% (de 36.350 em 2000 para 29.162 em 2020), enquanto os sacerdotes estrangeiros hoje representam 8,3% do total.

A reportagem é de Riccardo Benotti, publicada por Agência SIR, 10-11-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

“Os dados não devem causar alarme, mas devem seriamente ser levados em consideração, porque interceptam a pergunta sobre a fecundidade vocacional das nossas Igrejas italianas, os horizontes da pastoral juvenil e escolar, e dizem respeito à vida e ao ministério dos presbíteros e das comunidades de vida consagrada", comenta dom Michele Gianola, subsecretário da CEI e diretor do Departamento Nacional da Pastoral Vocacional da CEI:

"Evidenciam a inquietação expressa pelo Papa Francisco no discurso de abertura da 71ª Assembleia Geral da CEI, em 21 de maio de 2018, quando se disse 'preocupado com a hemorragia das vocações'. Nesse sentido, as soluções alternativas já mostraram sua fragilidade diante de uma resposta adequada: raciocinar com perspectivas de médio, ou mesmo curto prazo, pode esterilizar a geratividade da comunidade. É preciso lembrar que as vocações são geradas pela Igreja mãe; às vezes, essa capacidade geradora é esquecida ou negligenciada. Uma Igreja que não gera seus pastores, que não é fecunda de vocações leigas, matrimoniais e de vida consagrada, é uma Igreja em apuros. Voltar a respirar não significa necessariamente aumentar em número, mas intuir, discernir sinodalmente e percorrer com coragem os caminhos de renovação eclesial na esteira do Concílio Vaticano II.

Pelos dados fornecidos pelo Instituto Central de Apoio ao Clero, ficamos sabendo que a idade média do clero é de 60,6 anos (+ 3,2% desde 2000).

A idade média dos sacerdotes italianos é de 61,8 anos e aumentou 4,1% nos últimos 20 anos, enquanto a dos sacerdotes estrangeiros é de 46,7 anos. Os sacerdotes com até 30 anos estão diminuindo, de 1.708 em 2000 para 599 em 2020 (-60%), contra um declínio demográfico de 20% na população geral correspondente. As dioceses com maior presença de sacerdotes não italianos estão todas concentradas nas regiões da Itália central: nas 23 dioceses do Lácio, 626 dos 2.804 sacerdotes são estrangeiros (22,3%). Seguidas pelas 11 dioceses do Abruzzo (com 16%), as 18 dioceses da Toscana (com 16%) e as 8 dioceses da Úmbria (com 15%). No final da lista estão as 10 dioceses da Lombardia com 82 sacerdotes estrangeiros (1,8%) e as 19 dioceses da Puglia com apenas 65 sacerdotes estrangeiros (3,3%).

Em 2020, na Itália, de 25.595 paróquias, havia 15.133 párocos, ou seja, pouco menos da metade, com uma média de 1,7 paróquias para cada pároco e um pároco para cada 4.160 habitantes.

As regiões com a menor percentagem de párocos são Lombardia, Lazio e Puglia, as com maior presença são Abruzzo-Molise, Umbria e Calábria. Quanto aos sacerdotes "em saída", o valor absoluto não é comparável ao "em entrada". Se na Itália hoje atuam 2.631 sacerdotes estrangeiros, aqueles italianos fidei donum que trabalham no exterior são 348, ou seja, 1,1% do total. Nos últimos vinte anos, o número caiu pela metade (era 630 em 2000). Finalmente, em 2020, 958 padres morreram, um aumento de quase um terço, em comparação com 742 mortos em 2019.

Em particular, se olharmos para a mortalidade da primeira onda, notamos que no período março/abril de 2020 morreram 248 sacerdotes, ou seja, quase o dobro (+ 92%) dos que desapareceram no mesmo período de 2019 (129). Pior ainda no clímax da segunda onda: as 240 mortes entre novembro e dezembro de 2020 são mais que o dobro (+ 101%) daquelas do ano anterior (119).

 

Leia mais

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Padres na Itália: sobe a idade média, quase um em cada dez é estrangeiro - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV