“A bênção de casais homossexuais não é um protesto, é uma reivindicação de direitos”, afirma padre organizador do evento para abençoar casais

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04 Mai 2021

 

Hans-Werner Thönnes é um dos organizadores da “grande bênção” de casais homossexuais em templos católicos da Alemanha, que será celebrado no próximo 10 de maio. Um ato que “não é um protesto, mas uma reivindicação de direitos”, segundo aponta, em uma entrevista com Katholisch.de, o padre Hans-Werner Thönnes.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 04-05-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O ex-vigário geral em Essen e atual pároco em Bochum-Höntrop defende que este tipo de celebração “se encontra na tradição”. “Não é um protesto: uma coisa é o debate e a luta pelo status dos casais que não são matrimônios, e outra é nossa atuação como pastores”, destaca.

 

Um debate aberto

Neste sentido, Thönnes defende que o ‘Responsum’ da Doutrina da Fé “reabriu o debate de como se pode acompanhar as pessoas que pedem uma bênção para suas vidas”.

Neste sentido, os que convocaram a jornada da próxima segunda insistem que “não podemos, nem devemos nos ocupar do desejo de bênção das pessoas para sua vida em comum, esta é uma discussão teológica, que deve ser feita”.

Porém, como pastora, “sempre ouvimos os casais e pessoas que pedem uma bênção. Sempre lhes demos a bênção e seguiremos fazendo”, acrescenta Thönnes, que recorda como um bispo lhe comentou que “não podemos regular nada, temos que aprender a abordar dentro da atenção pastoral”. E que não se faça “em um local secreto”.

“Temos o desafio de deixar claro que a Igreja apoia as pessoas que querem seguir um caminho responsável juntos, e não as deixar sozinhas. Pedir-lhes que Deus as acompanhe e as fortaleça. Neste sentido, falamos de uma bênção sobre elas e seu caminho comum (...) e não podemos fazer em segredo”, insiste o padre. “Devemos ser capazes de caminhar juntos e na comunidade de fiéis”.

 

Respostas positivas

Quanto à polêmica provocada pelo ato de 10 de maio, Thönnes observou apenas “respostas positivas, sem ressalvas” em suas comunidades. Neste sentido, trata-se de “percorrer um caminho que fazemos há muito tempo na pastoral. Queremos dar uma palavra de bênção às pessoas que não podem contrair o matrimônio sacramental pelo caminho comum”.

“Acho que começamos a perceber a realidade da homossexualidade de uma forma nova e diferente. Não consigo imaginar o Senhor olhando para o outro lado quando nasce um homossexual: a homossexualidade é uma realidade da criação”, proclama a religiosa, que nos convida a reler os textos bíblicos que são citados para negar bênçãos aos homossexuais.

 

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