“Aceite esta cruz”, diz Bartolomeu Sorge a Enzo Bianchi

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30 Mai 2020

Ainda não acabou a repercussão do decreto da Secretaria de Estado que, na terça-feira, ordenou o afastamento de Bose do ex-prior Enzo Bianchi. Mas também não se apagou a esperança de se chegar, em tempos razoáveis, a uma decisão compartilhada com o fundador da Comunidade de Bose.

A reportagem é de Luciano Moia, publicada no jornal Avvenire, 29-05-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto

As soluções sobre a mesa são diferentes, e, mesmo que neste momento as posições pareçam distantes, o objetivo do delegado pontifício, Pe. Amedeo Cencini, continua sendo o de encontrar uma saída razoável para costurar novamente um rasgo doloroso para todos.

Nessa sexta-feira, o diálogo – nunca interrompido – entre o delegado pontifício e o ex-prior foi retomado. Talvez pode ter se tratado do dia decisivo. É o desejo de todos. Especialmente para aqueles que amam a obra de Bose e que, nestes anos, estiveram próximos da Comunidade. Começando pela Diocese de Biella, em cujo território se situa a comunidade fundada por Enzo Bianchi.

Nessa quinta-feira, em um comunicado, o bispo de Biella, Roberto Farinella, e o seu antecessor, Gabriele Mana, que – lembra-se – sempre exerceram uma espécie de “paternidade espiritual” em relação à comunidade de Magnano, acompanhando de perto a vida do mosteiro, reiteraram que a relação de comunhão e de profunda proximidade nunca desaparecerá.

“Desejamos renovar o nosso sentimento de proximidade e de oração aos irmãos e às irmãs, e também aos muitos amigos que, de muitos modos, acompanham a vida da fraternidade e recebem os seus dons espirituais.”

Foi explícito o apelo dirigido a Enzo Bianchi por outro “grande sábio” da Igreja italiana, o padre jesuíta Bartolomeo Sorge, 90 anos: “Nesse ponto, Enzo Bianchi deve aceitar com amor o sofrimento da provação. A rebelião e a resistência seriam um erro fatal, porque, nesses casos, aceita-se a cruz até mesmo sem entender as suas razões”.

E acrescentou: “Quando a Igreja intervém, beija-se a mão da Igreja que é a nossa mãe e não tem nenhum interesse em massacrar um filho. Depois, se verão os frutos. Os golpes sofridos são a autenticação da obra de Deus. É por isso que eu aconselho o irmão Bianchi a fazer as malas imediatamente e a ir para onde o mandam, e a fazer isso com alegria”.

Também nas mídias sociais, foram muitas as mensagens de apoio ao ex-prior de Bose. Surpresa, amargura e sofrimento são os sentimentos dominantes: “Caro Ir. Enzo – diz um dos muitos posts – o que o senhor realizou em Bose não poderá ser cancelado por nenhum procedimento eclesiástico”.

É difícil explicar que ninguém, muito menos a Santa Sé, pretende cancelar uma obra profética como a iniciada por Enzo Bianchi. Em vez disso, a intervenção do Vaticano, solicitada diretamente pela Comunidade e pelo atual prior, Luciano Manicardi, tornou-se necessária precisamente para permitir que o “planeta Bose” continue com originalidade e frescor na sua órbita propulsora.

E, nas entrelinhas, o próprio Enzo Bianchi reconheceu isso em um comunicado publicado nessa quarta-feira, no qual, entre outras coisas, escreveu: “Compreendo que a minha presença pode ter sido um problema”. Agora, trata-se de transformá-lo novamente em um recurso. Talvez a distância, mas com renovada unidade de intenções e de esperanças.

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