‘Foi uma assembleia de cismáticos. Nada mudou”. A Igreja Ortodoxa Ucraniana ligada ao patriarcado de Moscou sobre o Concílio da unificação

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19 Dezembro 2018

"Foi uma assembleia de cismáticos que não tem relação com a Igreja Ortodoxa Ucraniana. Para nós nada mudou, porque os cismáticos continuam cismáticos e a Igreja ortodoxa ucraniana continua a ser a autêntica Igreja de Cristo na Ucrânia." Esse é um dos trechos centrais da mensagem emitida no começo desta semana, no final da reunião extraordinária do Sínodo da Igreja Ortodoxa Ucraniana vinculada ao Patriarcado de Moscou, que se realizou no Mosteiro das Cavernas de Kiev.

A informação é publicada por L’Osservartore Romano, 18/19-12-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

O documento, assinado por Onofrio, para a Igreja Ortodoxa Russa, "Metropolita de Kiev e de toda a Ucrânia", centra-se no concílio de unificação que no sábado passado levou à eleição do Primaz da nova “Igreja Ortodoxa Autocéfala da Ucrânia" na pessoa do Metropolita de Perejaslav e Belaya Tserkov, Epifânio, representante do "patriarcado de Kiev".

O concílio, realizado com o forte apoio do Patriarcado de Constantinopla, confirma a ruptura com o Patriarcado de Moscou, cujo sínodo, em 15 de outubro, decidiu romper a comunhão eucarística com o Fanar precisamente por causa da decisão de Bartolomeu de conceder autocefalia para a nova “Igreja Ortodoxa da Ucrânia”.

Falando da Igreja Ortodoxa Ucraniana vinculada ao Patriarcado de Moscou, da qual é primaz, Onofrio escreve que "ninguém no mundo duvida da validade de suas consagrações sacerdotais e episcopais e a presença da graça em seus sacramentos". Por outro lado, "não se pode dizer o mesmo sobre a nova estrutura". Na mensagem, expressa pesar pelo fato de que "um dos responsáveis pelos eventos que atualmente atingem a Igreja Ortodoxa Ucraniana seja o Patriarcado de Constantinopla, que justifica o seu direito de interferir em nossos assuntos eclesiásticos porque a nossa igreja, antigamente, pertencia à sua jurisdição".

Segue um breve panorama histórico, onde, citando alguns eventos ocorridos entre os séculos XV e XVII, enfatiza o progressivo distanciamento entre a metrópole de Kiev e o Patriarcado de Constantinopla, acusado de não ter fornecido "uma adequada assistência pastoral e ajuda durante os períodos mais difíceis para a ortodoxia em nossas terras". Foi assim que a metrópole de Kiev "se uniu à Igreja Ortodoxa Russa no final do século XVII com o objetivo de preservar a fé ortodoxa". É por isso que hoje o patriarcado de Constantinopla "não tem nenhum direito, moral ou canônico, de interferir nos assuntos internos e na vida espiritual da Igreja Ortodoxa Ucraniana. Além disso, as ações do Patriarcado de Constantinopla já tiveram o efeito de recolocar em discussão a restauração da unidade dos ortodoxos na Ucrânia, ou de impedi-la permanentemente."

O sínodo que se reuniu no começo da semana no Mosteiro das Grutas de Kiev também decidiu remover de seus cargos, proibindo-os de celebrar, o Metropolita de Vinnitsa e Bar, Simeão, e o Metropolita de Perejaslav-Khmelnitsky e Vishnevsky, Alexandre, culpados de ter "se associado ao cisma" participando do concílio de unificação. Onofrio pede ao clero e aos fiéis que rezem para que possam repensar seus passos.

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