Papa em Gênova contra as calúnias na Igreja: “Expulsem os seminaristas que falam mal dos outros”

Mais Lidos

  • Assessora jurídica do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e bispo da Diocese de Juína refletem sobre os desafios da cultura do encontro entre indígenas e não indígenas na sociedade brasileira e relembram a memória do jesuíta Vicente Cañas, que viveu com povos isolados na década de 1970, entre eles, os Enawenê-nawê, no Mato Grosso

    “Os povos indígenas são guardiões de conhecimentos essenciais para toda a humanidade”. Entrevista especial com Caroline Hilgert e dom Neri José Tondello

    LER MAIS
  • Não assumimos a nova consciência planetária: Artemis II. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS
  • Papa Leão XIV: a voz global do anti-trumpismo. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Mai 2017

“Expulsem os seminaristas que falam mal dos outros.” Palavras poderosas do papa ao clero e aos religiosos de Gênova. Como sempre, proferidas contra aquela que, provavelmente, é a primeira doença da Igreja: a maledicência, a fofoca. “Crie corvos, e eles lhe comerão os olhos”, lembrou Francisco.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 27-05-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Um ditado antigo que foi repetido pelo papa na manhã desse sábado na catedral de Gênova. Francisco voltou a condenar o hábito de falar mal dos outros generalizado na Igreja, chegando, pela primeira vez, a exortar a que se expulsem os seminaristas que falam mal dos seus companheiros para colocá-los em maus lençóis.

“No seminário, se você os criar – explicou –, depois eles destruirão qualquer fraternidade no presbitério. Há muitas provas disso. Depois, vemos isso nas relações entre pároco e vice-pároco.”

O convite do papa é a “recuperar o sentido da fraternidade: é algo muito sério”, explicou. “Nós, padres, não somos o Senhor, somos os discípulos e devemos nos ajudar, brigar também, porque, se há discussão, há liberdade, confiança, fraternidade”.

A calúnia é uma doença presente na Igreja desde sempre. E, nos últimos anos, especialmente com o surgimento dos escândalos que atingiram o Vaticano, ela mostrou toda a sua força. Francisco já a havia condenado no longo discurso à Cúria Romana de 2014, quando listou as 15 doenças da Cúria. Entre estas, a doença das fofocas e dos boatos.

Ele disse: “Ela acaba por se apoderar da pessoa fazendo dela uma ‘semeadora de cizânia’ (como Satanás) e, em muitos casos, ‘homicida a sangue frio’ da fama dos próprios colegas e coirmãos. É a doença das pessoas velhacas que, não tendo a coragem de dizer diretamente, falam pelas costas... Cuidemo-nos do terrorismo das fofocas!”.

Leia mais