A reviravolta do Vaticano: um selo postal de Lutero

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01 Novembro 2017

Uma homenagem sem precedentes a Lutero, no rastro dos impulsos ecumênicos de Francisco, mas também dos seus antecessores. É destes dias a impressão, por parte do Vaticano, de um “selo postal de Lutero”, um reconhecimento único e inédito ao reformador que, há mais ou menos 500 anos, de acordo com aquela que é apenas uma lenda, afixou as suas 95 teses contra as indulgências no portão da igreja do Castelo de Wittenberg.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 31-10-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A impressão ocorreu graças à ajuda da própria paróquia de Wittenberg, que deu a sua autorização ao uso no selo da imagem do mosaico localizado acima da porta do castelo, que retrata Lutero e Filipe Melâncton ajoelhados sob a cruz de Cristo com a Bíblia em alemão e a Confessio augustana em mãos.

Como explica Mauro Olivieri, responsável pelo Escritório Filatélico e Numismático da Santa Sé, “a intenção é a apoiar o impulso ecumênico do pontificado em curso. Um impulso corajoso, por aquilo que os 500 anos da Reforma representaram, mas também decisivo no caminho da unidade dentro da cristandade. A ideia foi acolhida com entusiasmo pela cúpula do Governatorado e também foi idealizada graças à ajuda do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos”.

Selo vaticano em comemoração da Reforma Protestante (Foto: Divulgação)

Nunca houve uma impressão semelhante do outro lado do Rio Tibre. Normalmente, o Estado vaticano publica selos que recordam as grandes figuras da história da Igreja, papas e santos, ou, de acordo com outros Estados, obras arquitetônicas ou artísticas de valor. De todos os modos, não é de hoje que a Igreja Católica reconhece um valor importante a Lutero e à sua Reforma.

“Eu acho que as intenções de Martinho Lutero não estavam erradas: ele era um reformador”, disse Francisco, voltando da viagem à Armênia em junho de 2016. Ratzinger também se moveu nesse sentido, entrando até como papa, em 2011, no ex-convento de Erfurt, lá onde Lutero amadureceu – de acordo com as palavras do próprio Bento XVI – “as suas inevitáveis perguntas sobre Deus, aquelas que, de forma nova, também se tornariam as nossas de hoje”.

Além disso, assim afirma o documento conjunto católico-luterano publicado em 2013: “Hoje, os católicos podem compreender as preocupações reformadoras de Lutero e considerá-las com uma maior abertura mental do que era possível anteriormente”.

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